terça-feira, 18 de maio de 2010

A Morte do Cristianismo

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Embora com algumas discordâncias, astrólogos, esotéricos e pagãos, em todo o mundo, celebraram no último dia 14 de fevereiro de 2009 o início da transição da Era de Peixes para a Era de Aquário. Historicamente é onde eles acreditam ser o fim do império cristão no planeta e o início de uma Nova Era de paz, harmonia e redescoberta do poder interior do ser humano potencializado pelos elementos e energias da natureza.

Esta transição vem sendo anunciada e regida pelos “Mestres do Universo”, pelos “Sábios Antigos” com ar de revanche. Pode até parecer tema de filme medieval, onde figuram feiticeiros e encantamentos contra a dominação sangrenta da religião do Imperador Constantino, que no século IV oficializou a igreja cristã como religião oficial do Estado Romano. Mas a atual e crescente queda da cultura político/cristã que pagãos do mundo todo anunciam com verdadeiro orgulho vingativo, pelo fato do Cristianismo institucional ter roubado o lugar histórico da fé pagã, não é novidade. Já está dito há, pelo menos, dois mil anos.



Ser cristão ou até mesmo pagão não é garantia para uma pessoa se livrar dos poderes das trevas, das cadeias espirituais da morte ou de forças malignas. A única e genuína experiência “religiosa” que estabelece um íntimo e profundo reencontro salvador com o Criador de todos os elementos e poderes, e nos aproxima dele como filhos amados, regenerados e resgatados por amor é o sacrifício de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.



O sangue do Deus Emanuel, Deus conosco, Deus que se fez carne e habitou entre nós, derramado por cada ser humano da face da terra, por você e por mim, não pode ser institucionalizado, não pode ser requerido por qualquer religião do mundo como sendo exclusivamente seu. Nem mesmo a igreja institucional pode ser mediadora desta aliança de reconciliação. A única função dela é anunciar que, em Cristo, Deus ficou de bem com a humanidade, qualquer coisa dita ou feita além disto é tomar um lugar que não é seu.



O Cristianismo é somente uma convenção social, uma entidade sem poder nela mesma. Uma forma de organizar o pensamento a respeito do Cristo, o Messias, o Ungido, o Deus todo-poderoso que se encarnou na história humana, que se fez homem como qualquer um de nós e por simples solidariedade e desejo de resgatar sua criação. Qualquer poder político ou espiritual atribuído à instituição chamada Cristianismo é fugir do seu propósito de ser e existir para anunciar que o princípio de toda a criação é Jesus, o autor e consumador da nossa fé e da nossa esperança de salvação. Sem ele, sem o seu poder, sem a sua vontade como centro orientador, o Cristianismo não passa de uma religiosidade vazia, corrompida e chata, como ficou provado pela história.



Todas as vezes que o Cristianismo deixou-se seduzir pelo poder terrestre da política e do dinheiro, dos poderes e domínios, e se afastou do seu chamado espiritual, o resultado foi sangue inocente derramado e um afastar-se radical das Boas Novas iniciadas e anunciadas no Filho de Deus.



Jesus nunca pregou o Cristianismo institucional, mas sim o Reino de Deus, que apesar de não ser deste mundo, começa aqui, com a vontade de Deus sendo feita na vida de cada homem e mulher que se deixa ser alcançado e transformado por este megalomaníaco amor, por esta incompreendida e persistente mania de Deus de acreditar em você e eu, como agentes de transformação desta realidade, apesar de todas as nossas falhas e provas de que somos os menos indicados para esta tarefa.



O Reino de Deus não cabe atrás de nenhuma placa de igreja ou religião, não cabe dentro dos templos feitos por mãos humanas, não cabe dentro das regras, doutrinas, tratados teológicos ou sistemas de cultos e encantamentos dos homens, não cabe nem mesmo dentro do Cristianismo, porque ele transcende ao que vemos e percebemos, não pode nem mesmo ser medido, qualificado ou quantificado, simplesmente está entre nós. É Eterno, não teve início histórico e jamais terá fim. Quem continua crendo no Cristianismo e não mergulhou na realidade do Reino de Deus, nem chegou perto do verdadeiro Cristianismo.



O Reino de Deus não é comida nem bebida, não é feito de coisas ou poderes terrenos, não é político, não é religioso, não depende do sucesso humano e nem da mídia. É construído a partir de coisas simples como experimentar a alegria no Espírito de Deus. É o maior tesouro que alguém pode encontrar e ao mesmo tempo não tem preço, é gratuito. O Reino de Deus é o anti-reino cristão e/ou pagão. Não depende da conjunção dos astros, das posições das casas astrológicas, não se submete à principados, potestades, sábios ou mestres espirituais. O Reino é de Deus e somente dele, para ser compartilhado com todo ser vivente neste mundo ou em qualquer outro mundo, nesta Era ou em qualquer outra.



O Sangue do Messias comprou nossa cidadania eterna no Reino de Deus. O preço está pago! Através do Sangue de Jesus os karmas são desfeitos, os pecados são perdoados, os erros são apagados. Sem necessidade de reencarnação, de auto-punição ou flagelos, sem feitiços. Porque ele tomou sobre si mesmo as nossas dores e as nossas enfermidades, o castigo que nos traz a paz estava sobre ele.



Não se admire se o mundo "cristão", como você conhece, se desfizer um dia e for substituído por outro entendimento, cultura e consciência. Cedo ou tarde isto acontecerá, aliás já começou a acontecer, os profetas bíblicos e até mesmo os não bíblicos já anunciavam o fim dele e de todas as outras eras um dia. Aos poucos o Cristianismo começa a entender, à duras penas, que ele não tem vida nem se sustenta sozinho em si mesmo. Portanto, também afirmo que nem mesmo a Era de Aquário será eterna. Não digo isto para causar medo ou desgosto, digo simplesmente pela esperança da consumação da soberana e eterna vontade de Deus. O Dia do Senhor vem sem demora, quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor absoluto de todos as eras, reinos, poderes e existências. Acredite você ou não, assim o será!


A Palavra Eterna do Deus Criador para você e eu é esta: “Arrependam-se e creiam no Evangelho porque está próximo o Reino de Deus.”

O Deus que era, que é, e que sempre há de vir, lhe abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Fonte: Blog Ovelha Magra - Pablo Massolar

1 comentários:

Mateus Milhomem, disse...

Há mais de 18 anos o Senhor me chamou à salvação.
Minha vida e meus valores foram mudados de maneira brusca. Posso afirmar que nasci de novo. Comecei a ler a bíblia, orar, jejuar, frequentar todos os cultos que era convidado e ouvir os pregadores considerados grandes homens de Deus. Nunca deixei de ler a bíblia. Procurei obter o conhecimento e a sabedoria daqueles que diziam ser Grandes Homens de Deus, DONO DAS BÊNÇAOS DIVINAS. Analisando tais mensagens, cheguei à conclusão que muitas explicações que ouvia de determinadas passagens bíblicas contrariava aquilo que lia e entendia nas Escrituras.
Muitas dúvidas, questionamentos, embaraços, insatisfações, revolta interior, conflito na alma
e tantas outras coisas vivia e vivo, depois de certos cultos que presenciamos. Hoje, afirmo sem nenhum receio, como quem vai prestar conta diante do Tribunal de Cristo, que tem muitos "HOMENS DE DEUS" que são MAQUIAVÉLICOS:"Os fins justificam os meios".Estamos perdendo valores essenciais à vida cristã. Os púlpitos, muitas vezes, parecem um palanque político. Quem oferecer a melhor proposta que lhe convenha, esse será aceito. Jogo de interesses com palavras ditas de Deus, que na maioria das vezes, é culpado daquilo que não falou e não fez. Temos como resultado final, pessoas feridas, revoltadas com igrejas, desacreditadas de Deus e da Sua Palavra, escandalizadas. Até quando Deus vai suportar essa palhaçada? Conjuro-vos da parte de Deus e de Cristo Jesus, movidos pelo o Espírito de Deus, que tenhamos a ousadia do nosso irmão Paulo: "Deus me pôs como defensor do evangelho". Irmãos em Cristo, quando vejo pessoas simples se esforçando para serem agradáveis à Deus,com toda sinceridade, dando até o que não tem, conforme ensinam por aí, e nas suas necessidades são desemparadas, com a alegação de que Deus vai fazer o milagre acontecer, que é só ter fé, e o próprio não se dispõe para fazer uso daquilo que foi oferecido e consagrado a Deus, sendo que Deus não precisa de nada material, me pergunto: Até quando o povo vai perecer? A bênção é somente para aqueles que recebem dízimos e ofertas, ou é estendida para todos? As bênçãos da Palavra de Deus faz diferença de pessoa para pessoa? Para finalizar este tópico, pergunto se o evangelho da prosperidade pregado nos EUA surte o mesmo efeito se for pregado na Etiópia. Ou há conveniência de interesses de lugar para lugar? Para reflexão. Penso ainda em escrever um livro denunciando por meio da Palavra de Deus esses preguiçosos, amantes de si mesmos, gananciosos, cujo deus é o seu ventre, aparentam piedade, mas negam o poder do amor em suas vidas. Tenham sempre como base de regra e fé a Bíblia. Compare o que vocês ouvem com as Escrituras, e o Espírito de te esclarecerá melhor. Os "abençoados" estão cada vez mais abençoados, enquanto a maioria do fieis ainda estão esperando as bênças chegarem em suas vidas. Pense nisso!
Davi

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