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terça-feira, 15 de junho de 2010

As ovelhas de Jesus

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“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão”- João 10.27-28.

Após dizer que os judeus não eram suas ovelhas, Jesus caracteriza quem são elas. “As minhas ovelhas”, ele começa a dizer, e faz uma das mais lindas declarações de toda a Bíblia. Não pertencem a uma denominação nem se caracterizam por uma determinada liturgia. São conhecidas por seis marcas, todas de relacionamento com ele.

A primeira: “ouvem a minha voz”. Elas ouvem a Jesus, não a estranhos. A Jesus, não a Moisés ou a Elias (Mt 17.5), símbolos do Antigo Testamento. Ouvir Moisés e Elias produz situações tristes, como a noticiada pela Internet de sete igrejas evangélicas colombianas que se tornaram sinagogas. Há muita igreja “sinagogada” por aí. Não se compõem de ovelhas de Jesus. Não o ouvem direito.

A segunda: “eu as conheço”. Não apenas sabe os nomes (“Zaqueu, desce depressa”), mas se relaciona com elas. Sabe de suas carências e de suas fraquezas. Ele sabe o que é ser gente, pois foi como nós. Conhece nossas dores e fraquezas. Que consolo! “Oh, sim eu sei, Jesus bem vê, o que eu estou a sofrer”, diz um de nossos belos hinos.

A terceira: “elas me seguem”. Ovelha de Jesus segue a Jesus, não ao pastor ou ao dono da seita. “Seguem” e não apenas contemplam. E imitam-no ao segui-lo: “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1Pe 2.21). Seguir a Jesus não é cantar na igreja. É muito que isso. É procurar imitar a Jesus no cotidiano.

A quarta: “eu lhes dou a vida eterna”. Ninguém consegue a vida eterna. Ele dá. É dom dele. E não dá aos bons ou aos religiosos, mas aos que o seguem. Não vem pela nossa virtude ou nossa perseverança. Vem por ele. Não nos salvamos. Somos salvos. Não somos o sujeito da salvação. Ele é.

A quinta: “jamais perecerão”. A vida eterna não é figura de linguagem. É vitória sobre a morte. Crer em Jesus é saber que viveremos eternamente com Jesus. O cristão zomba da morte, como Paulo (1Co 15.55). Encara-a com naturalidade, e diz como Bach: “Vem, doce morte!”. Ela não assusta, mas nos leva para junto dele. Como disse Bonhoeffer: “A morte é o supremo festival no caminho da libertação”.

A sexta: “ninguém as arrebatará da minha mão”. É a segurança do salvo. Ele canta como Lutero: “Se nos quisessem devorar demônios não contados, não nos podiam assustar, nem somos derrotados”. Satanás pode ser perigoso e rugir ao nosso redor como leão, mas é um derrotado: “Vencido cairá por uma só palavra”. Dizemos com Paulo: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.37-39).

Ser ovelha de um bom pastor é muito bom. Por um ano e meio, por opção, fui ovelha de meu irmão, o Pr. Isaías Gomes Coelho. Um bom pastor, um amigo leal. Obrigado, mano! Mas antes dele e acima dele, sou ovelha de Jesus Cristo. E ser ovelha de Jesus é muito bom. Vale a pena!
Fonte: http://www.isaltino.com.br/

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

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Leitura: João 10:1-2
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=kTxgyuxQzG0

O capítulo 10 abre com a expressão "Em verdade, em verdade vos digo" para enfatizar o que vem a seguir. O contexto, em especial a partir do versículo 19, mostra que ele disse isso aos mesmos fariseus que no capítulo anterior criaram toda aquela polêmica sobre a cura do cego.

Os fariseus se achavam os verdadeiros pastores do povo, mas Jesus mostra aqui que eles estavam longe de terem a qualificação necessária para isso. Os três pontos importantes neste capítulo são: Jesus entra pela porta; Jesus é a porta; e Jesus é o Pastor das ovelhas.

Quem entra pela porta é quem se sujeita às condições estabelecidas pelo dono da casa. Jesus veio em total submissão ao Pai e cumprindo cada etapa que estava determinada ao Messias prometido. Ele não arrombou a porta, como faria um ladrão ou líder revolucionário. Ele não veio para roubar, matar ou destruir. Jesus é o Servo humilde de Filipenses 2:

"Sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz".

Você deve se lembrar do que aconteceu no batismo de Jesus. Enquanto os judeus eram batizados por João Batista para o arrependimento, Jesus, que não tinha pecado algum de que se arrepender, também quis ser batizado. Além de cumprir o caminho determinado para o Messias, ele pôde assim se identificar com aqueles que eram batizados.

"Mas João o impedia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Jesus, porém, lhe respondeu: Consente agora; porque assim nos convém cumprir toda a justiça". Mt 3:14

Não se esqueça de que nos evangelhos vemos Jesus em sua relação com Israel. A Igreja só viria a existir no capítulo 2 do livro de Atos, portanto seu rebanho aqui neste capítulo é Israel, não a Igreja. Mesmo assim podemos aplicar isto também aos que hoje creem em Cristo. O mesmo pode ser dito dos diferentes aspectos que Jesus assume como Pastor.

Neste capítulo, ele é o "bom Pastor" que dá a vida pelas ovelhas. Em Hebreus 13:20, ele é o "grande Pastor", que ressuscitou e completou a obra da redenção de suas ovelhas. Em 1 Pedro 5:4, ele é o "supremo Pastor" que voltará para dar às ovelhas uma incorruptível coroa de glória.

Quer ver esta mesma sequência nos Salmos? Então leia os Salmos 22, 23 e 24 (nas edições católicas da Bíblia a numeração é 21, 22 e 23). Jesus aparece nestes Salmos como o "bom Pastor", o "grande Pastor" e o "supremo Pastor", aquele que morreu, vive, e voltará.

Nos próximos 3 minutos faremos um passeio pelos Salmos para acompanhar essa trajetória do Pastor.

Fonte: Evangelho em três(03) minutos - Mario Persona

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