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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Desigrejados sim, Desviados não!!!

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Acredito ter sido o primeiro a usar a expressão “desigrejados”. Estava em busca de uma palavra que expressasse a condição de muitos cristãos de nossos dias, daí surgiu esse neologismo. Aqui nos Estados Unidos, cunhou-se a expressão “churchless” para designar esta enorme massa de crentes que deixaram os currais denominacionais para servirem a Deus em seu próprio ambiente doméstico.
Ser “desigrejado” não é o mesmo que ser “desviado”. O desviado seria aquele que não apenas deixou a igreja, mas afastou-se do próprio Cristo, voltando às práticas pecaminosas que antes dominavam sua vida.
Já o desigrejado não pretende afastar-se de Cristo, nem de Seus ensinamentos, mas tão-somente da máquina eclesiástica.
Solidarizo-me com os milhões de desigrejados espalhados em nosso País, ainda que eu mesmo não me considere propriamente um.
Embora seja bispo de uma igreja sediada no Brasil, tenho experimentado um pouco da sensação de ser desigrejado durante meu exílio aqui nos Estados Unidos. Não deixei de pregar para nossa igreja, ainda que via Skype com freqüência semanal. Até a Ceia tenho celebrado com minha família, com transmissão ao vivo para o Brasil. Nosso povo lá, e nós aqui, todos ao redor da Mesa do Senhor. Embora unidos no espírito, temos estado separados fisicamente por mais de um ano. Temos saudade do calor humano, do cheiro de gente, das atividades da igreja, etc.
Creio que esta sensação de exílio tem sido sentida por muitos desigrejados. No meu caso, devido à distância geográfica. Mas para muitos, deve-se a outros fatores, tais como, discordância doutrinária, não conformismo com a maneira em que a igreja tem sido conduzida, etc.
Os blogs apololéticos têm servido de púlpito para muitos desses cristãos autênticos, que decidiram não se dobrar ao espírito de Mamom. Eles se alimentam do que neles têm sido postados diariamente.
Infelizmente, não dá para dizer o mesmo da maioria dos programas evangélicos veiculados nos canais de TV ou em emissoras de rádio, onde a marca registrada é o proselitismo descarado.
Fenômeno semelhante ocorreu durante os dias da igreja primitiva. Houve um êxodo de cristãos que abandonaram o templo em Jerusalém e as sinagogas espalhadas pelo império, para servir a Deus em suas próprias casas. Santuários cristãos só surgiriam séculos depois com a paganização do cristianismo.
Os desigrejados não estão abandonando a Igreja, como geralmente se alega, e sim as estruturas denominacionais que se arrogam o direito de se intitular “igreja”. A Igreja de Cristo não é e nunca foi presbiteriana, batista, metodista, pentecostal, episcopal ou coisa parecida. Tais termos designam estruturas eclesiásticas. Isso inclui a denominação que presido. Muitíssimas vezes tenho declarado em nossos cultos: O Reino é muito maior que a REINA (nome de nossa denominação). O problema é que estamos mais preocupados em preservar os odres do que o vinho.
As estruturas denominacionais servem como andaimes usados na construção da genuína Igreja. Depois que esta estiver pronta, de nada servirão aquelas. Foram feitas pra acabar.
Meu conselho aos desigrejados é que busquem unir-se para cultuar a Deus e dar testemunho do Seu amor. Seu desânimo para com as instituições é justo. Mas não permitam que isso lhes afaste da prática do primeiro amor.
Fonte:Hermes C. Fernandes(Genizah virtual)

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terça-feira, 18 de maio de 2010

Uma palavra aos "desigrejados"

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Na blogosfera esta semana um assunto em pauta: "os desigrejados", termo que eu ainda não conhecia e que apareceu num blog que gosto muito. Fiz dois comentários lá, mas quero me atrever aqui a escrever um pouco mais. Sem a pretensão de saber tudo.

Como comentei em um dos post's fiz uma viagem recente por três livros sobre igreja: Igreja Orgânica, Reimaginando a Igreja e Reformissão. Cada um tratando o assunto vida da igreja e existência da igreja de um ponto de vista diferente. Todos preocupados com o que vive a igreja hoje. Esta viagem me ajudou a equilibrar ânimos e desânimos referentes a igreja. Então vamos lá.
> Em primeiro lugar discordo do termo "desigrejados". Por quê? Termos paralelos aparecem, tais como: movimento dos sem igreja; filhos bastardos da igreja, etc. No mínimo acho pretensiosa tal denominação, pois carece de significado histórico. Ou será que os que assim apupam a seus irmãos esquecem que os cristãos eram "Haeresis" do judaismo? Há que se separar pessoas frustradas com o hiper-dogmatismo institucional de pessoas rebeldes e insubmissas.


> Em segundo lugar definir que todos os que "saem" da igreja (instituição) deixaram a Igreja (assembléia dos salvos) é no mínimo confusão de informação. Especialmente se ao dizer isto, quem diz afirma que tais que saíram o fizeram ou porque estão em pecado e não querem ser confrontados; ou porque desejam construir um mundo paralelo, uma Matrix eclesiológica. Esquecimento histórico 2: quase todas as igrejas livres que existem são acusadas de serem facções de denominações históricas (rebeldes também?). Algumas são facções das novas facções.


> Em terceiro lugar a maior parte dos bons dicionários bíblicos reconhece que o termo igreja não corresponde a nenhum edifício (endereço e horário fixo); ou organização oficial (CNPJ, estatutos, reconhecimento público, etc.). Um deles diz: uma congregação local de cristãos (Dic. da Bíblia - Douglas, Vida Nova). Então o que vale é com quem congrego e não onde e quando congrego.
Minha palavra aos desigrejados: eu entendo vocês. Ainda sou de uma igreja institucional por vários motivos. Mas entendo o peso e tamanho das diversas decepções acumuladas (as carrego comigo). Aos críticos só posso concordar em uma coisa: o movimento das igrejas simples, orgânicas, em casa, no shoping, seja o nome que se der, só perde em valor se aderirem ao pensamento histórico que é nosso (denominacional): se se tornarem sectários também.


Neste casos vocês estarão corretos na crítica. Fora isso não existem desigrejados, existem os que estão sendo deserdados pelos institucionalizados que precisam defender posições - mas isto é assunto para o próximo post.


Graça e paz, sempre (aos irmãos, todos, que amam o Cordeiro e são filhos de Abba, não de placas).

fonte:http://marcusviniciuscomenta.blogspot.com
Blog Razão da Esperança

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Igreja & Denominação

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Será que pertencer a uma denominação é pertencer ao corpo de Cristo? Você pode se reunir com outros irmãos, porém sem denominação? Infelizmente, denominação, placa de igreja, paredes, tijolos,CNPJ, viraram sinônimo de "igreja". Creio que o apóstolo Paulo responderia não para a primeira pergunta e sim para a segunda! Por que? Porque o crente só pode fazer parte de uma igreja, o corpo vivo, místico e invisível de Cristo! Essa discussão de Igrejado e Desigrejado é relevante!? Pode uma pessoa que creu verdadeiramente no Senhor Jesus Cristo estar fora da "igreja"? Fora do "corpo de Cristo"? Creio que não. Sair de uma denominação não é sair da "igreja" é apenas mudar de lugar, de geografia. E Jesus falou para a mulher samaritana que agora o "lugar" de adoração não é mais no monte ou no templo mas em espírito e em verdade!Somos pedras vivas edificadas sobre a Pedra Angular, que é Cristo.

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Desigrejando

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Nós vamos ter que definir o significado do que é ser igreja segundo o Novo Testamento. Se tem a impressão de que: "fora da igreja não há salvação"! Pelo que a escritura diz é: "fora de Jesus é que não há salvação"! Será que devemos nos submeter à hermenêutica dos sentidos neopentecostal? Ou às teologias do Norte das igrejas históricas e tradicionais? Reconheço que não podemos desprezar a história, mas o que isso tem a ver com o evangelho simples de Jesus? Culto só acontece em um lugar específico? Nesta época pós-moderna em que há desprezo pela religião institucionalizada, precisamos muito mais do que uma religião ou denominação. Precisamos de Jesus. Precisamos estar juntos de pessoas que o adorem em espírito e em verdade. Não precisamos de tendas de Moisés ou tendas de Elias. Precisamos de Jesus e não sacralizar um lugar religioso.
Igreja é a comunhão dos santos em torno da Pessoa de Jesus; Dependendo da “igreja” onde você “congregava”, o status era maior! Lembro-me de que pertencer à uma igreja Batista ou Presbiteriana era sinal de pessoa “fria”, “meio-crente” “intelectualizada” e etc. Se essa pessoa mudasse para a Assembléia de Deus ou alguma outra igreja pentecostal, mais “avivado”, “quente”, “menos letra e mais espírito” você supostamente seria ou teria! Nada mais enganoso, preconceituoso isso foi e é. Igreja não é prédio, denominação, CNPJ. Igreja é a comunhão dos santos em torno da Pessoa de Jesus. Não vejo Jesus e os apóstolos fundando uma denominação evangélica com placa e tudo.Não vejo Jesus fundando o Cristianismo. Vejo Jesus como a Pedra de Esquina e nós como pedras vivas:"...Vós também, como pedras vivas sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios agradáveis a Deus por Jesus Cristo..."I Pe.4-6
Jesus é maior que o Templo. Ele mesmo é o templo! Não acredito na existência dos "desigrejados"! Quem está conectado à videira verdadeira que é Cristo, não pode deixar de ser igreja! Ou você é igreja ou não é!!! O congregar é agregar juntos, não necessariamente em um LUGAR, para nos estimularmos ao amor, às boas obras, ser estimulado para a amizade, compromisso, cumplicidade e espontaneidade onde o culto acontece em todos os momentos de nossa vida.

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