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terça-feira, 5 de abril de 2011

Fanatismo Religioso x Filosofia

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Acabo de ver e recomendo o filme "Alexandria" (Ágora), com Rachel Weisz, que retrata a vida de Hipátia, uma filósofa que viveu no século IV, durante a consolidação de poder pelos cristãos no Império Romano em decadência. O filme mostra de forma tocante o embate entre a filosofia e o fanatismo religioso, a luz e a escuridão, a busca pelo conhecimento e a estupidez.

Em certo momento do filme, quando a pressão para que Hipátia se converta ao cristianismo fica insuportável, ainda assim ela se nega, sabendo que isso pode representar sua morte (de fato, ela foi assassinada de verdade e há indícios de que isso teve ligação com suas crenças e o fanatismo que reinava na época, sob a liderança religiosa de Cirilo).

Ela diz: "Quem acredita sem questionar, não acredita. Eu preciso questionar". E não é este o grande abismo entre aqueles que estão sempre questionando e procurando respostas, e os outros que juram saber "A Verdade" por meio de alguma revelação divina ou escritura "sagrada"? Quanto mal o fanatismo religioso trouxe ao mundo...

E não devemos esquecer que o Cristianismo não foi diferente das demais seitas religiosas. Hoje, após o Iluminismo ter colocado para escanteio os cristãos mais fanáticos, muitos ficam chocados com o atraso daqueles islâmicos bárbaros. Mas não custa lembrar que os ignorantes que pregavam o Cristianismo não eram muito diferentes no passado. O que me remete ao pensamento de John Stuart Mill sobre o assunto:

"Que os cristãos, cujos reformadores pereceram na masmorra ou na fogueira como apóstatas ou blasfemos - os cristãos, cuja religião exala em cada linha a caridade, liberdade e compaixão... que eles, depois de conquistar o poder de que eram vítimas, exerçam-no exatamente da mesma maneira, é demasiado monstruoso."

Vejam o filme. Vale a pena!
Fonte: http://rodrigoconstantino.blogspot.com

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quinta-feira, 10 de março de 2011

ISSO REALMENTE CONCORDA COM AS ESCRITURAS? Parte I

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Estou em uma espécie de choque moral. O que escrevo aqui tem o objetivo de tentar colocar a verdade em relevo e não provocar quem quer que seja ou tomar partido de algum grupo coletivo em particular. Também aqui não demonstro uma atitude elitista de que seja o dono da verdade. Reconheço que nossas “verdades” são relativas, a verdade de Deus é absoluta! Também sou um pecador carente da glória de Deus. Observo com apreensão em como a verdade do Evangelho puro e simples está sendo mudada para satisfazer interesses, conveniências pessoais e institucionais do igrejismo contemporâneo. Alguns de uma maneira consciente sabem do que estou falando, mas, mesmo assim, continuam o seu caminho de autoengano. Outros de maneira inconsciente e ignorantemente.
A providência e a soberania de Deus é trocada por demônios que são expulsos em profusão e nunca saem – São amarrados,ad infinitum, e não vão embora; Seres com autonomia independente que fazem o que querem e Deus fica olhando impotente!Já ouvi gente dizer que não se pode orar em voz alta porque o diabo pode ouvir e tomar a benção, outros me disseram que há demônios,vestidos de policiais, controlando o trânsito para fazer os carros chocarem-se uns nos outros! Ou que há demônios que ficam nas asas dos aviões para que os mesmos caiam! Outros vêem demônios em todo bocal de lâmpada! Visões muito próximas do paganismo do que da Bíblia!

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domingo, 13 de junho de 2010

"Não toqueis nos meus ungidos!" ou "Não é assim entre vós"?

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Lembro-me quando pela primeira vez entrei em uma comunidade neopentecostal para freqüentá-la. O primeiro livro recomendado para ler foi: “Autoridade Espiritual” de Watchman Nee – Nee era um servo de Deus, mas exagerou em alguns pontos bíblicos. Ele chegou a dizer que se você desobedecesse ao líder espiritual é como desobedecer ao próprio Deus! - Isso coloca o líder em um pedestal que ele não está. Na ocasião, não suspeitei que estava sendo “doutrinado” como um soldadinho de chumbo. Achei que era certo obedecer ao líder religioso cegamente. Qualquer questionamento, mesmo bíblico, seria considerado rebeldia. Até para casar ou ir ao banheiro, você deveria prestar contas ao líder-Pastor, Discipulador, Bispo, Apóstolo e etc. Você ouvia a ameaça: “Se você não concorda com a visão a porta está aberta!” Como resultado desse ensino, o que observei acontecer foi o aparecimento de aberrações anti-bíblicas e extra-bíblicas:
• Cobertura espiritual (Nossa cobertura é Cristo);
• Infantilização das pessoas (A pessoa não é ela mesma);
• Clonagem e despersonalização (Todo mundo fala e veste igual ao líder);
• Autoritarismo (Arrogância, Tirania e Abuso espiritual);
• Mau uso e distorção bíblica (versículos fora de contexto sem considerar o todo);
• Aparecimento das figuras totêmicas (O líder sagrado e num pedestal);
• Por fim, muitas pessoas feridas e decepcionadas.
Toda autoridade legítima vem de Deus. Façamos a pergunta óbvia: “Como Deus usa Sua autoridade e poder?” ou melhor “Como o Deus feito carne – Jesus – usou sua autoridade?” “Como ele recomendou que nós fizéssemos? Como ele a exerceu? Encontramos Jesus fazendo abuso dela? Ele esmagou os discípulos? Afora uma repreensão ocasional e severa, ele os tratou com ternura, respeito e deixou que eles fossem eles mesmos sem violar a personalidade deles. Jesus até perguntou aos discípulos:”Mas vós, quem dizeis que eu sou?”(Mat.16:15).Qual o líder que tem coragem de perguntar aos subordinados:”Qual a opinião que vocês têm a meu respeito?”
Jesus demonstrou sua autoridade humildemente assumindo o papel de servo. “...Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. NÃO É ASSIM ENTRE VÓS; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva...”(Mateus.20:25-28.v.t.Romanos.13)
Paulo mostra em Gálatas.2:11-21 que a VERDADE desconsidera cargo, posição ou título na igreja de Cristo. Paulo confrontou Pedro na cara! Pedro estava agindo com hipocrisia e dissimulação para com a verdade do evangelho. Assim também nós, como bereianos, devemos confrontar todo desvio da verdade que ocorra no meio cristão, sendo biblicamente corretos, não politicamente corretos. Os líderes da igreja estão sob a autoridade de Jesus – o Supremo Pastor – e da Escritura. Sua autoridade delegada não deve jamais ser por coerção, domínio ou manipulação da verdade bíblica(I Pedro.5:1-4).

Por Ruben Jump.

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sábado, 22 de maio de 2010

Está consumado!

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“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados.” Heb.10:26.

Essa passagem tirada de seu contexto, assume um aspecto amedrontador! Será que o texto está se referindo a pecados ocasionais ou que não é possível o perdão para “desviados” e “afastados”?

Vamos analisar: “Porque” é um conectivo de razão, motivo e causa. Por isso, é importante olhar um pouco mais atrás e perguntar: Que pecado e que verdade é essa? Por que já não resta sacrifício pelos pecados?

Jesus entra no mundo, voluntariamente , por meio da encarnação e segundo as exigências do Pai(vs.5-7). O Pai não tinha prazer naquelas ofertas e sacrifícios da velha aliança. A vontade do Pai era oferecer uma oferta superior pelo pecado. Mas não qualquer oferta, nem mais uma oferta. Mas a oferta única e perfeita! Essa oferta foi o corpo de Cristo! Nada mais poderia apaziguar a nossa consciência e dar descanso às nossas almas. Deus queria remover definitivamente o antigo sistema de relacionamento com Ele e estabelecer o novo e vivo caminho de relacionamento com Ele por meio do sangue de Jesus. Desde o capítulo sete até o presente versículo o autor de Hebreus vem repetindo as expressões: “uma vez por todas”, “um único sacrifício”, “uma única oferta”, “já não há oferta pelo pecado”, “já não resta sacrifício pelos pecados”, “Sem derramamento de sangue, não há remissão”.

O pecado aqui é o pecar contra o pleno conhecimento dessas verdades mostradas no livro de Hebreus e especialmente no capítulo dez. A verdade do fato de que o sacrifício de Cristo não se repete mais! Essa oferta é perfeita, eterna, única, eficaz, divina, permanente. Não há acréscimos a fazer ou diminuições. Não se pode mais costurar o véu rasgado! Nenhum sacrifício é necessário agora! O preço já foi pago. Não RESTOU nada para nós. Está consumado. Já não RESTA nenhuma oferta pelos seus pecados! O mesmo autor então fala: “...como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?...”Heb.2:3a
Ruben

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