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sexta-feira, 9 de julho de 2010

E se o sistema eclesiástico, como conhecemos, morresse?

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É um processo natural da vida: tudo que nasce, morre. Elienai Cabral Jr. em seu ótimo livro "Salvos da Perfeição" (Editora Ultimato), escreveu: "Se Deus se esvaziou sendo Deus, como recusar o esvaziamento de nossas instituições, pretensas divindades? Se quem é escolheu deixar de ser, nós que não somos que outra opção mais legítima podemos ter?" Será que não está na hora desse sistema eclesiástico, como conhecemos, morrer?

O que vemos do sistema eclesiástico hoje é nocivo, enfermo, perigoso e triste. Entendo por "sistema eclesiástico" esse híbrido de igreja/empresa que violenta o bolso e a alma dos pobres. Essa prost-instituição que assume para si prerrogativas divinas para mandar no imaginário coletivo. "Sistema eclesiástico" é o corpo sem alma, a organização sem organismo, o templo sem igreja, a massa sem rosto, o cristianismo sem Cristo.

Dia desses fiquei lutando com uma ideia estranha que assaltou minha mente: você já imaginou o que aconteceria se Deus enviasse um avivamento dentro da igreja católica? Pergunto: o que impede Deus de "esquecer" tudo isso que chamamos de "igreja" e levantar outra expressão de fé? Ele já fez isso na história. Lembre-se que Israel passou por isso. Acredito piamente que toda essa babel eclesiástica nada mais é, senão Deus babelizando outra vez.

Se esse "sistema eclesiástico" morresse, Deus jamais ficaria sem testemunho na história. Ele não é refém da igreja. O que Deus procura - ainda - são os verdadeiros adoradores (Jo. 4. 23). Deus não procura gerentes divinos, nem mágicos da religião de poder e mídia, mas um povo humilde, digno, feliz. Um povo que, institucionalizado ou não, possui compromisso com o Deus de toda a verdade.

Lembre-se, Deus não tem compromisso com institucionalismos desalmados, nem com esquemas, sistemas e programas - Deus tem compromisso com gente, de carne e osso, transformando o chão da história. Não sei o que Deus irá fazer, pois sei que enquanto humanos, precisamos de associações, somos seres da coletividade, contudo sei que esse sistema que aí está, faliu.

A única certeza feliz que tenho é que sempre que Deus babeliza, a história muda para melhor.
Fonte:Voltando ao Gênesis
http://edmaisbom.blogspot.com/
Alan Brizotti no Genizah

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sábado, 22 de maio de 2010

Está consumado!

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“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados.” Heb.10:26.

Essa passagem tirada de seu contexto, assume um aspecto amedrontador! Será que o texto está se referindo a pecados ocasionais ou que não é possível o perdão para “desviados” e “afastados”?

Vamos analisar: “Porque” é um conectivo de razão, motivo e causa. Por isso, é importante olhar um pouco mais atrás e perguntar: Que pecado e que verdade é essa? Por que já não resta sacrifício pelos pecados?

Jesus entra no mundo, voluntariamente , por meio da encarnação e segundo as exigências do Pai(vs.5-7). O Pai não tinha prazer naquelas ofertas e sacrifícios da velha aliança. A vontade do Pai era oferecer uma oferta superior pelo pecado. Mas não qualquer oferta, nem mais uma oferta. Mas a oferta única e perfeita! Essa oferta foi o corpo de Cristo! Nada mais poderia apaziguar a nossa consciência e dar descanso às nossas almas. Deus queria remover definitivamente o antigo sistema de relacionamento com Ele e estabelecer o novo e vivo caminho de relacionamento com Ele por meio do sangue de Jesus. Desde o capítulo sete até o presente versículo o autor de Hebreus vem repetindo as expressões: “uma vez por todas”, “um único sacrifício”, “uma única oferta”, “já não há oferta pelo pecado”, “já não resta sacrifício pelos pecados”, “Sem derramamento de sangue, não há remissão”.

O pecado aqui é o pecar contra o pleno conhecimento dessas verdades mostradas no livro de Hebreus e especialmente no capítulo dez. A verdade do fato de que o sacrifício de Cristo não se repete mais! Essa oferta é perfeita, eterna, única, eficaz, divina, permanente. Não há acréscimos a fazer ou diminuições. Não se pode mais costurar o véu rasgado! Nenhum sacrifício é necessário agora! O preço já foi pago. Não RESTOU nada para nós. Está consumado. Já não RESTA nenhuma oferta pelos seus pecados! O mesmo autor então fala: “...como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?...”Heb.2:3a
Ruben

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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Carta aos Igrejados

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Na verdade não chega a ser uma carta. Mas apenas umas poucas frases, em virtude de coisas que tenho lido por aí, supostamente ligando as pessoas que não frequentam instituições religiosas, e preferem viver uma fé simples e a comunhão simples com outras pessoas, a desejos de viver de forma desregrada, levar a vida do jeito que bem entendem, e outras acusações.

Para os defensores da igreja enquanto instituição (e que fazem isso por terem interesse na continuidade desse sistema institucional, porque são sustentados por ele), que dizem que a igreja como instituição foi criada por Jesus: o que é igreja? Pessoas de mesma fé em comunhão. Só isso. Pra que complicar, dizendo que isso inclui a instituição, o prédio construído de tal e qual forma, seus dogmas, seu cerimonial de culto, e etc? Isso não é verdade. O que Deus criou foi um corpo de pessoas em comunhão em nome de uma mesma fé, e não necessariamente uma instituição. Lugar de comunhão não é só o templo ou um prédio com placa de igreja na frente, embora haja muitas pessoas que não saberiam o que fazer se as paredes da igreja caíssem.

A igreja enquanto instituição tem seu papel? E então porque vemos tantas pessoas frequentando igrejas e templos, mas tão poucos cristãos? Ser cristão não é ser imitador de Jesus? Praticante do que ele ensinou? Crente tem aos montes, frequentador de igreja, milhares. Mas todos são seguidores de Jesus? Então nosso país pelo menos, devia ser um lugar bem melhor de se viver.

A instituição é o lugar onde a Palavra é pregada? Sim, é pregada, mas não necessariamente é cumprida e obedecida por quem ouve domingo após domingo, ano após ano. Em muitas instituições, ela não é obedecida nem por quem prega, quem dirá por quem ouve. Você finge que prega e finge que vive o que prega, e eu finjo que escuto e finjo que vivo o que ouço.

A principal característica da igreja de Cristo é o amor. Mas não necessariamente é a principal característica das instituições religiosas. Quantas e quantas pessoas adentraram essas instituições em busca desse amor que supostamente deveria existir ali dentro, e não encontraram?

A igreja de Cristo não são as instituições ou os prédios, mas um corpo de pessoas. Não necessariamente encontramos esse corpo de pessoas, prontas a expressar o amor de Cristo, dentro de instituições e prédios com nome de igreja. Portanto, dizer que a igreja de Cristo não pode existir sem as instituições, e que não fazer parte delas impede a pessoa de ser cristã, é uma inverdade.

Assim como acusar, sem fundamento, pessoas que optaram por não fazer parte de instituições, como se o fizessem apenas para poder permanecer pecando e vivendo como bem entendem, é outra inverdade. Pessoas vivendo como bem entendem, sem se preocupar com o próximo e dando péssimos testemunhos de vida, também são encontradas aos montes dentro das instituições, talvez em número bem maior dentro delas do que fora, e nem precisa procurar muito para enxergar isso.

Se você defende as instituições religiosas porque é pastor, ou tem um cargo qualquer e é sustentado pela instituição, está advogando, na verdade, em seu próprio interesse, e não no interesse da verdadeira igreja de Cristo.

Todos os “desigrejados” que conheci e conheço, são pessoas sinceras, com um único desejo: seguir Jesus, da melhor forma possível, com todo o coração. Pecadores? Sem dúvida, pecadores exatamente iguais aos que estão dentro das instituições religiosas. Mas nunca, pessoas que o fazem porque querem viver com bem entendem. Pode ser que haja pessoas assim, mas não entre os que eu conheço.


Portanto, melhorem a argumentação, quando forem tentar supostamente lançar dúvidas sobre a sinceridade e intenções daqueles que escolhem viver livres das instituições religiosas, dos seus conchavos, do seu fingimento, da sua burocracia, e em muitos casos, de um jugo pesado, bem diferente do de Cristo. Jesus não está preso dentro dos templos, e isso é um fato. Ainda não nasceu homem que seja capaz de enclausurar Jesus dentro de um templo qualquer, e obrigar as pessoas a entrar, se quiserem seguir Jesus. Jesus é o caminho, só. O templo, é um acessório, não obrigatório; muitas vezes, existe apenas por questão de comodidade.

Você não precisa concordar com a opção dessas pessoas desigrejadas, mas como elas são cristãs como você, discípulos de Jesus como quaisquer outros, você tem o dever de aceitá-las como seus irmãos em Cristo, exatamente como os membros e frequentadores da sua instituição. Se você não faz isso, o errado é você.

Não estou incentivando ninguém a abandonar suas instituições religiosas. Se você frequenta alguma, faz parte de uma e se sente bem, ótimo. Mas nem todas as pessoas pensam o mesmo. E tanto os desigrejados como os igrejados, deveriam se tratar como irmãos. Porque não é o prédio, não é a denominação, não é o templo que faz o cristão. É a fé.

Pensem nisso…
(Blog:Voltando ao Gênesis)

Escrito por Andrea. via Evaldo Wolkers

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