
Jesus é o Cordeiro que se revela na história, surge antes da fundação do mundo e é revelado na historia. Ele se apresenta, sendo imolado antes da fundação do mundo, e manifestado na história. O Jesus histórico, a crucificação é eterna, Jesus morreu antes de tudo ser criado.
Um profeta contemporâneo disse que antes de dizer “haja luz”, Ele disse “haja cruz”. O próprio Paulo fala que ele é antes de todas as coisas, tudo é Jesus, Jesus é a história, é tudo.
Eu sou coadjuvante na história do Universo. A personagem principal é Jesus. Isso nos tira do egoísmo, de usar Jesus a nosso serviço, quando se precisa de pagar a faculdade, ou arranjar um emprego. Minha história pessoal não tem nada a ver com este Universo, é só um pó. É o que Davi escreveu, e Paulo também, “nós não somos nada”. Devemos adorar a Jesus. Não é a sua história que está sendo escrita, é a de Jesus. Na melhor das hipóteses, nossa história é testemunha, como diz Apocalipse 5, “aqueles que não se dobraram aos ídolos”. Somos espetáculo público aos anjos, como diz Paulo.
O Universo está contando uma história: Jesus. Tudo é por ele, pra ele, por causa dele, ele fez, é o começo e o fim, é a criação e a redenção. É tudo.
Eu acho que Gênesis começa falando de Jesus e Apocalipse termina falando de Jesus. Todos os textos do Antigo Testamento apontam para Jesus, o Tabernáculo, aponta para Jesus, por isso que eu não creio mais em templo. Eu creio que os sacrifícios litúrgicos apontam para Jesus, por isso que eu não mato mais cordeiro. Acredito que o sábado é Jesus, como a própria escritora de Hebreus falou: Eu sou o Senhor do sábado. O meu sábado é Jesus, porque Jesus falou que sábado é descanso existencial, por isso não guardo o dia. Acredito que todas as histórias jogam holofotes em Jesus, e ele disse isso em Lucas 24, quando Jesus apareceu aos discípulos no caminho de Emaús. Jesus mostrou para eles que as escrituras mostravam a seu respeito.
Lemos em Romanos 10 que o fim da Lei é Cristo, em Col. 2 – festas, é sombra.
Jesus aparece entre os homens como um rabino. Os discípulos chegam a eles chamando-o de Mestre, rabino.
Um rabino naqueles dias de Jesus, era um intérprete da Lei. Ele lia o Talmude, interpretação de Moisés. E em seus discursos ele diz: Moisés fazia isso, e eu porém vos digo ... Só que quando ele fala desta forma, ele não o faz como um rabino qualquer, e sim como o último intérprete da Lei.Como quem diz: Vocês já entenderam o que os intérpretes de Deus ensinaram, agora eu vou falar a vocês, e a partir daqui que ninguém acrescente mais nada. E como diz Paulo, se alguém acrescentar, seja considerado anátema. Anátema é maldito, miserável.
Jesus é minha chave hermenêutica, por estas coisas.
Fonte:Prosseguindo em Conhecer.blogspot.com.br
Metahistória – panorâmica bíblica – 2ª parte
Alexandre Robles