segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Nossos governantes - fruto do nosso pecado!

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...tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gl 6.7). Tal regra não se aplica apenas aos indivíduos, mas, com toda certeza, aos povos. Se ficamos atordoados com mais uma vitória de um partido como o PT, e se já estávamos atordoados antes, quando nossas possibilidades de escolha não iam muito além dos socialistas fabianos do PSDB, isso não foi por pura obra do acaso. São anos de cultivo de uma cultura libertina, décadas de plantio de ideias marxistas, a exaltação do malandro, o louvor das mulatas semi-nuas (às vezes nuas mesmo) em plena avenida, aos olhos do povo, inclusive das crianças, todas devidamente acompanhadas de seus pais. São escolas infiltradas por professores libertários, exaltadores da porno-cultura, críticos vorazes de tudo o que se refere à religião. São anos e anos de lamentos, por conta de uma ditadura que recebeu todos os anátemas da democracia, servindo de bode expiatório para todo pecado vermelho tupiniquim, liberando este para diversas atrocidades conhecidas e ocultas.

Foi a mentira bem escondida no solo profundo da mente de gerações de jovens que, sem a devida possibilidade de defesa, serviu de cobaia para o inculcamento de todo o lixo progressista que é o fundamento, hoje, do discurso desses fingidos protetores da sociedade.

Lembro-me bem, ainda jovem na faculdade, de minha professora de antropologia dizer que a família era um conceito burguês e que ela poderia provar isso para quem quisesse. Como eu, à época com 18 anos de idade, poderia desmenti-la? Restou-me apenas quedar-me inerte, com a mente confusa pela afirmação.

Vem à minha memória ainda, minha professora de religião, na escola católica que frequentei por praticamente toda a minha formação antes da universidade, que amava contar suas peripécias nas avenidas de escola de samba, nas quais desfilava anualmente, com seus minúsculos biquínis (os quais, graças a Deus, apenas soube de ouvir falar). Ao ouvir essas histórias me arrependi de ter retirado o pedido de não frequentar suas aulas, já que eu era protestante. Meu arrependimento não foi, no entanto, por frustração do motivo alegado – ter já minhas convicções bem estabelecidas, mas por perder meu tempo ouvindo aquela demonstração de inutilidade, misturada com blasfêmia, daquela que era a única professora de religião da escola.

Minha esposa consegue remontar a tempos mais antigos, quando ela tinha aproximadamente 8 anos de idade, e sua professora levanta a velha questão: o que é melhor: o capitalismo, com toda a sua exploração e desigualdade ou o socialismo, com sua preocupação com os oprimidos e divisão de bens? Sendo ela, então, a única criança, talvez por iluminação divina, a se manifestar favoravelmente ao primeiro, foi praticamente marginalizada pela dita pedagoga, tendo sido tratada como ignorante por não perceber algo que ela dizia ser tão “óbvio”.

Se pensarmos bem, nosso país segue o rumo bem traçado por ele mesmo. Dominado de ponta a ponta por uma elite intelectual estupidamente esquerdista (pois é possível haver esquerdista inteligente, porém, no Brasil, isso parece não existir), a qual fomentou a criação de uma política inócua, que apenas favorece seus projetos de poder perpétuo, não haveria outra situação que não a atual: o completo domínio cultural e político.

Mas para que não se pense que eu acredito que tudo é culpa das elites, não há de se desculpar o povo desta terra, tão amante do dinheiro (porque há pobres mais avarentos que milionários), tão desprendido de valores, tão exaltador da libertinagem, tão distante do valoroso, que além de manter no poder um grupo que já deu provas suficientes de total desrespeito à ética, à moral e, porque não, aos bons costumes, ainda exalta um homem que despreza a religião e as letras.

O governo nas mãos desses homens não é obra do acaso, não é um acidente histórico, não é um vacilo, é simplesmente o fruto de uma plantação muito bem cuidada.

Calvino percebeu, já em seu tempo, que os povos podem receber a paga de seus atos, quando escreveu:

Se formos atormentados por um governante cruel ou esbulhados por um governante ganancioso e esbanjador, se formos negligenciados por um governante indolente ou afligidos na devoção por um governante ímpio e sacrílego, devemos primeiro trazer à mente nossos pecados, pois sem dúvida são eles que Deus está punindo com tais flagelos”Se me lembro bem, foi Agostinho quem disse que o maior castigo para o pecador é a sua própria vida. Pensando assim, o justo castigo do nosso país é o seu próprio pecado, além de todos os seus frutos.

Fonte: http://discursosdecadeira.blogspot.com/

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sábado, 23 de outubro de 2010

Eleições 2010: Espinheiro ou Mandacaru!?

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“...Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina sobre nós.
Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?
Então, disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós.
Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores?
Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós.
Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores?
Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós.
Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano...”(Juízes.9:7-21.)

Fico me perguntando como homens caídos podem escolher coisas boas!? Mas preciso mostrar algumas lições e esperanças que podemos aprender com essas eleições:

A – Deus é soberano e governa as nações – Isto é visto no texto bíblico citado acima, nos versículos 22 e 23: “Havendo, pois, Abimeleque dominado três anos sobre Israel, suscitou Deus um espírito de aversão entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes se houveram aleivosamente contra Abimeleque...” Também em Isaías.10:5-34, Deus chama a Assíria de machado, serra, vara, bastão, pau e cetro da minha ira. Em Romanos.13 a autoridade é ministro de Deus para trazer espada para o que pratica o mal e louvor para o que pratica o bem. Muitos governantes não têm consciência de seu dever de defender as liberdades individuais contra os perigos coletivistas, defender a democracia, a liberdade de expressão, pensamento, religião, defender a família, a criança....Esses governos não devem se esquecer de que eles passam como névoa;

B – Pode ser que Deus queira desmascarar a hipocrisia do povo – Jesus respondeu a Satanás no deserto: “...Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Um Estado-deus paternalista que dá tudo também pode tirar tudo das pessoas! As questões éticas, morais e humanas estão acima das questões econômicas e políticas. Não podemos ter por visão básica de nossas vidas que “os fins justificam os meios”! Deus colocou a eternidade no coração dos homens e é isso que vale! As questões eternas e espirituais são mais importantes do que questões terrenas. Podemos ganhar o mundo inteiro e perder a alma.

C – Toda visão de mundo que tira o Jesus da Bíblia e dos evangelhos do centro de nossas vidas é espúria, herética e perigosa – (Seja a teologia da prosperidade, a teologia da libertação, o marxismo ou outro ismo qualquer) Jesus é quem traz a verdadeira liberdade individual e paz social;

D – O povo e os homens de Deus foram perseguidos por meio de decretos(leis) – Veja, por exemplo, Daniel e seus três amigos, Ester, Moisés, Jesus. Por mais discreto que Daniel fosse, mesmo assim, os seus inimigos o viram orando ao Deus dos céus e o denunciaram ao rei. Pedro fala em sua epístola: “...Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo...” I Pedro.1:6-8(Ver também I Pedro.4:12-19)

Talvez Deus queira nos provar ou não(se necessário)!?Eu não sei. Também não sei quem vai ganhar esta eleição. Os que estão lá(os evangélicos no governo), não pensem que estão em melhor posição – veja o exemplo de Ester e Mardoqueu. Talvez os espinhos que teremos que enfrentar seja o PL 122, ou o PNDH-3, ou o socialismo. Talvez teremos de escolher entre um espinheiro e um pé de Mandacaru. Eu já fiz a minha opção: o pé de Mandacaru.
Ruben.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Filhos da Rebeldia e da Insurreição!

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América Latina adora governos controladores e ditatoriais. Nós gostamos mesmo é de ser dominados com mão forte e pisoteados por botas sujas de lama, de fazer testes de sobrevivência e de viver com salários paupérrimos. Por fora, desejamos a liberdade mas lá no fundo, nas profundezas do nosso coração, nós adoramos aos Chávez, Velascos, Fujimoris, Pinochets e Ortegas. Por isso que a versão do cristianismo que prioriza o controle prosperou em nossos países. O pentecostalismo, cheio de pastores estritos e exigências de submissão injustificáveis que o povo aceita de boa vontade, é um perfeito exemplo, quase ideal – apesar da “igualdade” que a democratização dos dons proporcionou. Seu crescimento continuará, porque sua proposta combina com o espírito latino, carente da figura paterna e abundante de deuses débeis e servis.

Todo esquema controlador é implantado por etapas, é suave no início, mas acaba por satanizar os seus críticos, enquanto venera as estruturas opressoras como se fossem um santuário incólume que deve se manter pelos séculos dos séculos! Os líderes tem características especiais, cada vez mais altas e mais próximas do “céu”. Os apóstolos de hoje são um claro exemplo: intocáveis, semi-onipotentes, movidos pelo desejo de controlar, razão pela qual desejam ter várias congregações. Um sinergismo perfeito onde todos – aparentemente – estão felizes. O problema é que estar feliz não significa estar bem.

Alguns de nós não enxergam essa estrutura como padrão do céu, antes, com certo temor, entendemos que a igreja assume um grande risco e pode pagar um alto preço por causa do modelo implantado. Cremos que uma relação vertical com o clero não faz bem aos leigos, desumaniza pessoas, não permite que os crentes se desenvolvam e os converte literalmente em rebanho. Contudo, entendemos que esta superação pode levar alguns anos mais. Não, muitos, mas alguns... A tecnologia e a facilidade de interligar pessoas pode acelerar essas transformações.

Enquanto as coisas vão mudando, outros apressam o processo, em aberta oposição ao status quo. É óbvio que a liderança reage, identificando seus oponentes como agentes de satanás. Eles tratam de proteger as estruturas eclesiásticas, proibindo toda crítica, acusando os dissidentes de viverem uma espiritualidade rasa, gente rebelde cujas palavras devem ser ignoradas. Nem quero pensar o que aconteceria se ainda estivessem vigentes os métodos de tortura da época da “santa” inquisição.

Rebeldia e insurreição são, no atual sistema eclesiástico, obscenidades anti-valores dignos de pessoas ímpias, ou de ateus que nada sabem acerca de Deus. Porém, o grande paradoxo é que, caso estas atitudes não tivessem existido na história da igreja, nós ainda estaríamos pagando por indulgências. Se não houvesse rebeldia e insurreição, Lutero jamais teria publicado suas 95 teses, Savonarola continuaria silencioso em seu mosteiro, passivo diante da degeneração dos Borgia, e Calvino nunca teria elaborado sua teologia. Sem rebeldia, nós – evangélicos – sequer existiríamos. Seríamos católicos, ou qualquer outra seita pseudo-cristã, que só em pensar dá calafrios. Se não houvesse revolta e enfrentamento contra o institucionalismo religioso, não existiria uma igreja evangélica. Somos, portanto, filhos da insurreição, e gostemos ou não, isso é o que nos faz diferentes dos outros grupos cristãos. Essa atitude de repaginar o cristianismo deve marcar o nosso caminhar. Logo, rebeldia não pode mais ser considerada uma palavra má.

Abel Garcia é professor no Centro Evangelico de Misiologia Andino-Amazonico e editor do blog Teonomia. Traduzido por Leonardo Gonçalves, para o Púlpito Cristão
Fonte: http://www.pulpitocristao.com

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

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Mt 23.8-11.
“Vós, porém, não quereis ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo.”


As massas possuem uma poderosa necessidade de uma autoridade que possam admirar, prestar culto, obedecer, seguir. E quanto mais for empobrecida a individualidade de cada pessoa, mas buscarão o apoio nestas autoridades.


Tais autoridades aproveitam-se e realizam a tentação da nossa natureza humana – ser como Deus, estar no seu lugar. No entanto, a própria idéia que esta autoridade tem de Deus é equivocada, pois Deus é poderoso justamente porque não tem necessidade alguma de exercer seu “controle” sobre os outros. Autoritarismo é na verdade fraqueza.


Nos Evangelhos a figura de uma autoridade que governe sobre os outros é completamente anulada. Neles se anuncia uma sociedade igualitária, uma sociedade de irmãos, onde o culto a personalidade não tem vez, onde a autoridade seja tão-somente função social, onde a obediência torne-se disposição para servir e não submissão do homem ao homem.
Ivo Fernandes - Blog www.ivofernandes.blogspot.com

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Entre Razão e Fé Cega procure o equilíbrio!

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"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido."(São Paulo aos coríntios)
"Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. (Jesus aos judeus incrédulos)
Porque é difícil entender a linguagem de Deus? Ora, porque enquanto o homem natural (lógico, racional, sem ter-se rendido a Cristo) não despir-se de suas soberbas teológicas, elucubrações filosóficas e de qualquer natureza e não mergulhar naquilo que para ele é Loucura, jamais poderá entender o "Loucos dos Loucos". Sim, Ele é loucura para os gregos (pensadores e tidos como os sábios na época de Paulo), pois a fé é "racional lógica" somente no âmbito espiritualmente, não humanamente falando. Tentar discernir a fé com a razão no máximo se consegui ser teólogo, mas discípulo e conhecedor dos mistérios escondidos nas entrelinhas dos textos bíblicos, não.
De fato, a fé é um dom divino que erguiça nossa consciência para o entendimento espiritual. Mas só conseguiremos discernir tais verdades com a praticalidade existencial, provando por nós mesmos os benefícios emocionais, psicológicos, espirituais e matérias que as palavras de Cristo carregam em si mesmas. Tais passagens como “as curas de Jesus”, o “andar sobre as águas”, o “aparecimento ressurreto” e a “ascensão aos céus” são para que nós, que nos entregamos e cremos na Loucura, possamos confirmar que o tal é o Emanuel anunciado pelo profeta Isaías.
A fé e a razão podem andar de mãos dadas, mas nos pontos conflitantes a razão deve-se prostrar ante Aquele que É para todo o sempre. Nesse ponto, o homem espiritual entregar-se à fé, pois sabe e confia na soberania Daquele que inspirou seus servos para relatar tais fatos, paradoxalmente ao caminho que homem natural decidi fazer em virtude de sua falta de fé e confiança Nele.
Jesus não veio roubar o dom de pensar de nenhum ser humano. Ele veio para colocar em nosso ser a semente da eternidade que transcende a razão e, com isso, um entendimento que transcende os conhecimentos racionais e lógicos que apenas nos servem para a vivência neste mundo, não do porvir. Por isso é impossível ao homem natural crer em "absurdos" como a supracitada eternidade.
O ponto importante a ser alcançado é o EQUILÍBRIO, pois uma fé cega cria seres irracionais e manipuláveis pelos líderes religiosos corruptos; por outro lado, a razão à cima da fé em Cristo cria ateus religiosamente cegos.
Fonte: Ed Coelho - Voltando ao Gênesis

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

E quem nunca ouviu o evangelho?

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Sei que é um assunto complexo, porque conforme é abordado, pode ser confundido com universalismo ou teologia liberal. Sempre ouvi as seguintes dúvidas:

- Qual o destino eterno das pessoas, que nunca ouviram o evangelho? Estão sem salvação? Como fica a salvação dos pagãos fora da religião?

Se de um lado, a Bíblia diz que, a salvação é uma obra da graça divina, da nossa resposta de fé à revelação de Deus em Cristo, de outro lado, a própria Bíblia afirma, contundentemente, que nenhum mortal pode pretender saber ou fazer afirmações sobre quem foi salvo ou perdido, espiritualmente, além dos portões da morte.

Caio Fábio ao falar sobre o tema, disse: "Na minha mente, não há dúvida quanto ao fato de que, o evangelho tem que ser pregado a todas as criaturas, e da minha parte, estou comprometido com isso. Mas a dúvida que vejo, em muitos que perguntam, é sobre se Deus poderia ser Deus, para fora dessa ação missionária da igreja e salvar quem ele bem entendesse; simplesmente por causa de sua liberdade para ser Deus. Ou seja, a igreja é agente de Deus neste mundo, para pregar a salvação, mas não é a detentora da administração da graça divina, por meio algum. Só há salvação em Cristo, e a Cruz de Jesus é o centro espiritual do universo. Todavia, a administração da graça divina, que aplica a salvação, é prerrogativa de Deus. A Igreja tem a missão de pregar a todos os homens e deve fazer isso, porque Cristo ordenou. Mas, a Igreja não limita o amor salvador de Deus, ou seja, Deus também age - às vezes, ou até sobretudo - fora das instituições religiosas." Confissões do Pastor, 1996, Editora Record. págs 226-229.

O nosso Planeta, tem hoje, cerca de seis e meio bilhões de pessoas. O Cristianismo com todas as suas ramificações, que vão do catolicismo romano, ao protestantismo, não representa, metade da população mundial. Pergunta-se: E os outros três ou quatro bilhões de pessoas? Se a igreja não conseguir atingir eles, como fica sua situação? Vão para o inferno? Têm cristãos que acham a maior facilidade em julgar e condenar os outros ao inferno.

No entanto, conforme está escrito em Romanos 2:12-16, que cada um será julgado pela luz que de fato teve, descontadas todas as intromissões dos traumas, condicionamentos religiosos, tempos, culturas, épocas, circunstancias, oportunidades, etc... Ou seja: cada um será julgado pelo que soube de fato que era verdade, e, no coração, assim mesmo, rejeitou; pois, se tiver acolhido a verdade, livre está de juízo.

Quando Jesus disse aos homens, para não tentarem separar no campo do mundo o joio do trigo, estava dizendo que homem algum conhece o coração de outro homem, mesmo quando lhe conhece os caminhos, os atos, as formas, os modos, os comportamentos e os pensamentos confessados. Ou seja: Jesus ensinava que a melhor certeza do homem é que o joio existe, mas o resto é dúvida; pois, não lhe foi dado o poder de entrar nas naturezas das coisas.

Por isto Paulo diz: “Porque quando os pagãos que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei; pois, mostram a norma da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os — no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho.” Romanos 2:14-16.
Fonte: Cristianismo Radical
http://juberdonizete.blogspot.com/

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

"Não toqueis nos meus ungidos!?"

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A frase bíblica “Não toqueis nos meus ungidos” (Sl 105.15) tem sido empregada para os mais variados fins. Maus obreiros e falsos profetas se valem dela para ameaçar seus críticos; crentes mal-orientados usam-na para defender certos “ungidos”; e outros ainda a empregam para reforçar a idéia de que não cabe aos servos de Deus julgar ou criticar heresias e práticas antibíblicas.
Quando examinamos o contexto da frase acima, vemos que ela está longe de ser uma regra geral. Uma leitura atenta do Salmo 105 não nos deixa em dúvida: os ungidos mencionados são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó (Israel) e José (vv.9-17). Ademais, o título “ungido do Senhor” refere-se tipicamente, no Antigo Testamento, aos reis de Israel (1 Rs 12.3-5; 24.6-10; 26.9-23; Sl 20.6; Lm 4.20) e aos patriarcas, em geral (1 Cr 16.15-22).
Conquanto a frase não encerre um princípio geral, podemos, por analogia, afirmar que Deus, na atualidade, protege os seus ungidos assim como cuidou dos seus servos mencionados no Salmo 105. Mesmo assim, não devemos presumir que todas as pessoas que se dizem ungidas de fato o sejam. Lembre-se do que o Senhor Jesus disse acerca dos “ungidos”: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21).
É claro que a Bíblia apóia e esposa o pensamento de que o Senhor cuida dos seus servos e os protege (1 Pe 5.7; Sl 34.7). Mas isso se aplica aos que verdadeiramente são ungidos, e não aos que parecem, pensam ou dizem sê-lo (Mt 23.25-28; Ap 3.1; 2.20-22). Afinal, “O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade” (2 Tm 2.19).
Quando Paulo andou na terra, havia muitos “ungidos” ou que aparentavam ter a unção de Deus (2 Co 11.1-15; Tt 1.1-16). O imitador de Cristo nunca se impressionou com a aparência deles (Cl 2.18,23). Por isso, afirmou: “E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram” (Gl 2.6).
Aparência, popularidade, eloquência, títulos, status, anos de ministério… Nada disso denota que alguém esteja sob a unção de Deus e imune à contestação à luz da Palavra de Deus. Muitos enganadores, ao serem questionados quanto às suas pregações e práticas antibíblicas, têm citado a frase em análise, além do episódio em que Davi não quis tocar no desviado rei Saul, que fora ungido pelo Senhor (1 Sm 24.1-6). Mas a atitude de Davi não denota que ele tenha aprovado as más obras daquele monarca.
Se alguém, à semelhança de Saul, foi um dia ungido por Deus, não cabe a nós matá-lo espiritualmente, condená-lo ao Inferno. Entretanto, isso não significa que devamos silenciar ou concordar com todos os seus desvios do evangelho (Fp 1.16; Tt 1.10,11). O próprio Jônatas reconheceu que seu pai turbara a terra; e, por essa razão, descumpriu, acertadamente, as suas ordens (1 Sm 14.24-29).
O texto de Salmos 105.15 em nenhum sentido proíbe o juízo de valor, o questionamento, o exame, a crítica, a análise bíblica de ensinamentos e práticas de líderes, pregadores, milagreiros, cantores, etc. Até porque o sentido de “toqueis” e “maltrateis” é exclusivamente quanto à inflição de dano físico.
É curioso como certos “ungidos”, ao mesmo tempo que citam o aludido bordão em sua defesa — quando as suas práticas e pregações são questionadas —, partem para o ataque, fazendo todo tipo de ameaças. O show-man Benny Hinn, por exemplo, verberou: “Vocês estão me atacando no rádio todas as noites — vocês pagarão e suas crianças também. Ouçam isto dos lábios dum servo de Deus. Vocês estão em perigo. Arrependam-se! Ou o Deus Altíssimo moverá sua mão. Não toqueis nos meus ungidos…” (citado em Cristianismo em Crise, CPAD, p.376).
Quem são os verdadeiros ungidos, os quais, mesmo não se valendo da frase citada, têm de fato a proteção divina, até que cumpram a sua vontade? São os representantes de Deus que, tendo recebido a unção do Santo (1 Jo 2.20-27), preservam a pureza de caráter e a sã doutrina (Tt 1.7-9; 2.7,8; 2 Co 4.2; 1 Tm 6.3,4). Quem não passa no teste bíblico do caráter e da doutrina está, sim, sujeito a críticas e questionamentos (1 Tm 4.12,16).
Infelizmente, muitos líderes, pregadores, cantores e crentes em geral, considerando-se ungidos ou profetas, escondem-se atrás do bordão em análise e cometem todo tipo de pecado, além de torcerem a Palavra de Deus. Caso não se arrependam, serão réus naquele grande Dia! Os seus fabulosos currículos — “profetizamos”, “expulsamos”, “fizemos” — não os livrarão do juízo (Mt 7.21-23).
Portanto, que jamais aceitemos passivamente as heresias de perdição propagadas por pseudo-ungidos, que insistem em permanecer no erro (At 20.29; 2 Pe 2.1; 1 Tm 1.3,4; 4.16; 2 Tm 1.13,14; Tt 1.9; 2.1). Mas respeitemos os verdadeiros ungidos (Hb 13.17), que amam o Senhor e sua Santa Palavra, os quais são dádivas à sua Igreja (Ef 4.11-16).
Quanto aos que, diante do exposto, preferirem continuar dizendo — presunçosamente e sem nenhuma reflexão — “Não toqueis nos meus ungidos”, dedico-lhes outro enunciado bíblico: “Não ultrapasseis o que está escrito” (1 Co 4.6, ARA). Caso queiram aplicar a si mesmos a primeira frase, que cumpram antes a segunda!
Fonte: Blog do Ciro Sanches Zibordi

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Entre uma e outra,fique com o TODO!

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Jamais os discípulos de Jesus poderiam imaginar ao que assistiram naquela noite: uma inusitada conferência entre Moisés, Elias e Jesus, representando respectivamente três ministérios distintos: a Lei, os Profetas e a Graça (Mt.17:1-8).

Moisés representava a Lei, pois foi o instrumento através do qual ela foi transmitida aos homens. Elias, como principal expoente de uma classe conhecida por sua intrepidez, os profetas. E finalmente, Jesus, o Filho Eterno de Deus, por intermédio de quem a Graça foi revelada aos homens.

De repente, o rosto de Jesus começa a brilhar como o sol, e Suas vestes se tornam resplandecentes. Como que querendo passar uma mensagem, Seu esplendor é tamanho que acaba ofuscando a glória resplandecente nos rostos dos outros dois.

A glória de Cristo absorve a glória da Lei e dos Profetas, sobrepujando-as.

A mensagem era clara e audível: Tanto a glória da Lei, representada ali por Moisés, quanto a glória dos profetas, representados ali por Elias, eram parciais e transitórias, enquanto que a glória revelada em Jesus era completa e definitiva.

Vejamos com mais atenção a diferença entre esses ministérios:

MOISÉS – Em 2 Coríntios 3:13, lemos: “E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face para que os filhos de Israel não fitassem o fim daquilo que desvanecia”.

Tal era a glória da Lei! Através de um véu, um simples pedaço de pano, podia ser escondida. Seu esplendor era incapaz de transcender o véu. Era uma glória que podia ser ocultada por um tecido fabricado por mãos humanas. Esse véu (tecido) pode representar as obras humanas, que de acordo com Isaías, não passam de trapos de imundície (Is.64:6). A Lei, por ser um pacto de obras, possuía uma glória transitória, que aos poucos deveria desvanecer. Moisés não pôs o véu para que os hebreus lhe pudessem fitar os olhos, como sugerem alguns, e sim, para que eles não percebessem que aquela glória estava diminuindo gradativamente. Era uma glória decadente.

Lição prática – Muitos estão se escondendo por trás de suas obras, porque não querem que os outros percebam sua real condição espiritual. Estes viveram a glória da Lei, que começa tão forte quanto a luz do sol, mas que vai diminuindo com o passar do tempo. Estes estão mais preocupados em fazer, do que em ser. A exemplo do que fez Marta, escolheram ocupar-se com as coisas, e não têm tempo para cuidar do seu ser. Seu ativismo tem como objetivo ocultar uma glória que vai desvanecendo. É como aquele rico que faliu, e agora ostenta o luxo que sobrou, até que seja consumido pela traça e a ferrugem.

ELIAS - Lemos em 2 Reis 2:13-14 que Eliseu, sucessor de Elias “apanhou a capa que caíra de Elias e voltou e parou à margem do Jordão. Então tomou a capa que caíra de Elias, feriu as águas, e disse: Onde está agora o Senhor, Deus de Elias? Quando feriu as águas, estas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou”.

Enquanto a glória da Lei era refletida na face de Moisés, e podia ser ocultada por um pedaço de pano, a glória dos profetas podia se expressar através de um pedaço de pano. A glória da Lei era ocultar, a glória dos profetas era revelar. A glória da Lei acentuava a santidade, a separação, a reverência. Já o ministério dos profetas conclamava os homens à integração, atraindo-os como um ímã. Bastou que Elias passasse com sua capa no rosto de Eliseu para que este se sentisse atraído para segui-lo em sua peregrinação profética. Tal era o ministério profético. João, o último dos profetas daquela era, não precisava pregar nos grandes centros para atrair as multidões. Ele pregava no deserto, em lugares inóspitos, e ali as multidões o seguiam.

Lição prática – A exemplo de Maria, irmã de Lázaro, muitos preferem a “melhor parte”, e em vez de lançar-se em um ativismo desmedido, preferem sentar-se aos pés de Cristo para aprender (Lc.10:38-42). Estão mais preocupados em desvendar os mistérios, em vez de ocultá-los. Preferem expor-se aos ensinamentos de Cristo, do que simplesmente disfarçar sua fraqueza através de suas obras. O problema é que, às vezes, tais pessoas acabam negligenciando as obras. Que posição tomar, a de Marta ou de Maria? A quem se aliar, à Lei, ou aos Profetas? Ocultar ou revelar? Fazer ou ser? Santificação ou integração? Qual das partes devemos escolher? Já sabemos que a melhor parte é a que Maria escolheu. Devemos agir como ela? E quanto às obras, vamos negligenciá-las?

CRISTO – o Todo (Pleroma). Quem disse que devemos escolher entre as partes? Por que não ficar com o Todo? A Lei e os profetas eram, respectivamente, a tese e a antítese, o mistério e a revelação. A síntese disso é Cristo, em quem tudo se integra. Nele, a glória já não desvanece, e acaba por se resplandecer em Suas próprias vestes. A glória da Lei podia ser subtraída, e ocultada. A glória dos profetas podia ser acrescida e multiplicada (2 Reis 2:9). Isso demonstra claramente que nenhuma delas era completa em si mesma. Em Cristo, a glória é plena, pleromática, não pode ser nem subtraída, tampouco multiplicada. A glória pleromática é definitiva.

Confira as passagens abaixo:

Col.2:9-10 – “Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. 10 E recebestes a plenitude em Cristo, que é o cabeça de todo principado e potestade”.

Jo.1:16-17 – “Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça (graça de ser, e graça de fazer; graça de querer, graça de realizar). Pois a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.

Graça aponta para o “ser” – 1 Co.15:10 - “Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a sua graça para comigo não foi vã. Antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo”.

Verdade aponta para o “fazer” – Jo.3:21 - “Mas quem vive de acordo com a verdade vem para a luz, a fim de que se veja claramente que as suas obras são feitas em Deus”.

Em Cristo o “ser” e o “fazer” se encontram, e são absorvidos por Sua Glória. Nele, as obras já não têm o objetivo de ocultar uma glória desvanecente, e sim o de revelar uma glória permanente. Entre uma parte e outra, fique com o TODO, com a Graça e a Verdade, e que suas obras, em vez de ocultar, possam revelar a glória que há em sua vida, por meio de Cristo Jesus. Amém.
Hermes C. Fernandes

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Decifrando os mistérios da Bíblia!

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Agora vemos em espelho, de maneira obscura; então veremos face a face. Agora conheço em parte então conhecerei como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12).

Naquela época, os espelhos não eram tão polidos quanto hoje. A imagem refletida no metal era distorcida pela sua superfície irregular. Por isso, era necessário que se buscasse uma posição de onde se pudesse ver com mais precisão.

As Escrituras Sagradas nos servem como espelho através do qual podemos ter um vislumbre de Deus.

O que podemos ver num espelho? Qualquer coisa para o qual ele esteja voltado. Assim é com as Escrituras. Ao lê-las, podemos enxergar através delas nossas próprias deformidades. Suas páginas revelam a ambigüidade da natureza humana, capaz de proezas e crueldades, virtudes e vícios.

A Bíblia não esconde nem maquia as vicissitudes de seus heróis. O mesmo Davi que derrota Golias, se rende ao encanto da mulher alheia, e acaba cometendo adultério seguido de homicídio. O mesmo Abraão que se dispõe a oferecer o próprio filho em sacrifício a Deus, omite do rei do Egito a informação de que Sara era sua esposa. Podemos nos ver em cada personagem bíblico. Cada situação que enfrentamos em nosso cotidiano encontra paralelo em suas histórias.

Por isso, Tiago nos exorta:

“Se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla no espelho o seu rosto natural e, depois de se contemplar a si mesmo, vai-se e logo se esquece de como era” (Tg.1:23-24).

Portanto, ler a Bíblia é encontrar-se consigo mesmo. É enxergar sua silhueta emergindo de suas páginas.

Mas quando posicionamos o mesmo espelho na direção de Cristo, vemos Sua glória nele revelada. É como posicionar um espelho na direção do sol. Toda a glória do astro rei pode ser refletida num caco de vidro.

A melhor maneira de se ler o texto sagrado é mantendo os olhos em Jesus. Ele é a nossa Pedra de Roseta*, a chave interpretativa das Escrituras. Tudo aponta para Ele. Desde os sacrifícios exigidos pela Lei, passando pelas festas instituídas por Deus, aos acontecimentos épicos narrados no Antigo Testamento, tudo tem o objetivo de nos revelar a figura central das Escrituras: JESUS CRISTO. Portanto, deve-se ler a Bíblia a partir de Jesus.

Não são as Escrituras que são perfeitas, mas a imagem que elas se propõem refletir. Se fizermos uma leitura crítica, poderemos encontrar dados não tão precisos, como por exemplo, onde o morcego é classificado como ave. Mas se nos posicionarmos corretamente diante deste espelho, poderemos ver claramente a perfeição d’Aquele que a inspirou, ao mesmo tempo em que perceberemos nossas debilidades.

Não há como isolar uma imagem num espelho, apagando o seu background. Quando fitamos nele, vemos também o pano de fundo, o ambiente à nossa volta. Da mesma forma, ao lermos uma passagem escriturística, devemos considerar seu contexto histórico. Não basta ler suas linhas; temos que investigar suas entrelinhas. Não é em vão que Jesus nos orienta a investigá-las. Uma leitura superficial é incapaz de revelar-nos o Deus que Se oculta nas entrelinhas.

Se cremos numa revelação progressiva como acreditavam os reformadores, temos que supor que esse espelho vai ficando cada vez mais polido, até encontrar seu auge nas páginas neo-testamentárias. O que antes era obscuro, agora está mais límpido e claro. As sombras, os ritos e os tipos do Antigo Testamento cedem lugar à realidade revelada pela luz de Cristo Jesus (Cl.2:17; Jo.1:17).

Não vá às Escrituras como quem vai a uma cartomante, ou quem consulta ao horóscopo. Abri-la aleatoriamente não nos trará qualquer benefício. Também não vá em busca de dados científicos precisos. Abra suas páginas em busca de Cristo, e você o encontrará. "São elas que testificam de mim", garantiu Jesus.

Hermes C. Fernandes

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E se o sistema eclesiástico, como conhecemos, morresse?

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É um processo natural da vida: tudo que nasce, morre. Elienai Cabral Jr. em seu ótimo livro "Salvos da Perfeição" (Editora Ultimato), escreveu: "Se Deus se esvaziou sendo Deus, como recusar o esvaziamento de nossas instituições, pretensas divindades? Se quem é escolheu deixar de ser, nós que não somos que outra opção mais legítima podemos ter?" Será que não está na hora desse sistema eclesiástico, como conhecemos, morrer?

O que vemos do sistema eclesiástico hoje é nocivo, enfermo, perigoso e triste. Entendo por "sistema eclesiástico" esse híbrido de igreja/empresa que violenta o bolso e a alma dos pobres. Essa prost-instituição que assume para si prerrogativas divinas para mandar no imaginário coletivo. "Sistema eclesiástico" é o corpo sem alma, a organização sem organismo, o templo sem igreja, a massa sem rosto, o cristianismo sem Cristo.

Dia desses fiquei lutando com uma ideia estranha que assaltou minha mente: você já imaginou o que aconteceria se Deus enviasse um avivamento dentro da igreja católica? Pergunto: o que impede Deus de "esquecer" tudo isso que chamamos de "igreja" e levantar outra expressão de fé? Ele já fez isso na história. Lembre-se que Israel passou por isso. Acredito piamente que toda essa babel eclesiástica nada mais é, senão Deus babelizando outra vez.

Se esse "sistema eclesiástico" morresse, Deus jamais ficaria sem testemunho na história. Ele não é refém da igreja. O que Deus procura - ainda - são os verdadeiros adoradores (Jo. 4. 23). Deus não procura gerentes divinos, nem mágicos da religião de poder e mídia, mas um povo humilde, digno, feliz. Um povo que, institucionalizado ou não, possui compromisso com o Deus de toda a verdade.

Lembre-se, Deus não tem compromisso com institucionalismos desalmados, nem com esquemas, sistemas e programas - Deus tem compromisso com gente, de carne e osso, transformando o chão da história. Não sei o que Deus irá fazer, pois sei que enquanto humanos, precisamos de associações, somos seres da coletividade, contudo sei que esse sistema que aí está, faliu.

A única certeza feliz que tenho é que sempre que Deus babeliza, a história muda para melhor.
Fonte:Voltando ao Gênesis
http://edmaisbom.blogspot.com/
Alan Brizotti no Genizah

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Deus, trade mark

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Para mim, nada há mais presunçoso que alguém crer que tem a marca registrada de Deus, com um copyright acoplado ao Seu nome.

Na Igreja de Roma, na católica evangélica (reformada, pentecostal, neo-pentecostal...), ou até entre os não cristãos, vê-se isso.

Fora dai, Ele não fala. É um deus reduzido à boca da criatura, do barro, na linguagem figurada de Jeremias.

Se essa boca humana não falar, Ele não fala. Se, na sua conveniência, a boca quiser falar, então Ele diz algo (até besteiras, muitas vezes). Mas, sem ela, Deus está limitado, calado, mudo.

Gosto e refletir na experiência de Pedro, na casa de Cornélio (até antes de chegar a ela), em Atos 10, em como o apóstolo, assustou-se por descobrir algo que nós, na nossa arrogância temos dificuldade em perceber: Deus fala e age com quem e onde bem entender. E não fica vermelho se na nossa petulância, achamos que Ele não devia fazê-lo.

Um sujeito (ou sujeitinho, segundo a visão preconceituosa do judeuzão cristianizado), um cara que estava "do outro lado", um ímpio, um idólatra, que não podia ter conhecido Deus e a revelação (que chegou a Pedro pelos céus, como afirmou Jesus), nem as suas orações ouvidas por Deus, ou um estilo de vida que agradava os céus e mais: nem a visita de um anjo, como recebera (coisa que muito cristão pagaria todos os dízimos, ofertas e obrigações todas para ver um, com penas e tudo)!

Talvez por isso, nós tenhamos essa vaidade toda em tentar destruir toda a revelação que as pessoas nos dizem ter de Deus para, só depois, apresentá-las o "meu Deus", "o único e verdadeiro Deus".
Queremos destruir primeiro tudo, para só então - se o infeliz concordar (nessa altura, não há ponte de comunicação que resista!) - apresentar-lhe "o nosso Deus" com marca registrada e declaração de posse em nosso nome.

Como afirmou certa vez o meu amigo Caio, mais ou menos assim: "Se quisermos aprisionar o Espírito de Deus, Ele agirá. Na ilegalidade, mas vai agir", é impossível impedirmos Deus de agir e mover-se na vida de quem quer que seja.

Afinal das contas, Deus não é evangélico. Nem católico-romano. Ele é Quem é. O grande Eu sou. E age. E fala. Até através de mulas. Ou de nós!
Publicada por Rubinho Pirola
Fonte: www.rubinhopirola.com

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Fugindo da armadilha gospel!

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Há muito tempo que vejo um desinteresse pela leitura, estudo e meditação da Bíblia. Em proporção, há um aumento de “achismos”, conveniências e bizarrices bíblicas. Vivemos em uma época de confusão e relativismos. Cada um quer defender sua visão de mundo sem base bíblica nenhuma! Tudo é feito em nome do estético e pragmático. “Eu acho bonito”, “eu gosto do salmo 23”,”Eu não gosto de falar de cruz” “Dá certo? Então eu faço!”.Esses são os critérios de muita gente.Por isso, eu gostaria de humildemente dar algumas sugestões importantes:
• Leia a Bíblia começando pelo Novo Testamento(Tenha em mente que a revelação é progressiva e que o NT é que interpreta o VT);
• Leia os evangelhos procurando conhecer o verdadeiro Jesus(Tem muito Gezuiz aí que não é o Jesus dos evangelhos);
• Jesus é a chave hermenêutica para se entender a Bíblia,Ele é o tema central(sem Jesus a Bíblia vira um balaio de gatos);
• Fundamente sua espiritualidade nas epístolas de Romanos, Efésios e Hebreus(Elas são as coroas das epístolas);
• Não caia na armadilha de ler muitos livros substituindo assim a leitura da Escritura(Não sou a favor do anti-intelectualismo da letra que mata);
• Procure livros sadios biblicamente, já que muito do que é vendido e ouvido no mercado gospel está cheio de heresias, distorções e judaizações;
• Não busque a dependência de totens evangélicos: super ungidos, Bispos, “aposTOLOS” e etc. Procure maturidade espiritual à luz das Escrituras, procurando entender o que se lê;
• Procure conhecer e pregar somente o evangelho genuíno e bíblico;
• Ore e Jejue.

Ruben Page

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Lidando com o "Não"

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Em um mundo marcado pelo desequilíbrio de forças o direito de dizer “não” é inalienável. A liberdade de um ser humano e sua afirmação como indivíduo em uma sociedade somente são reais quando ele pode escolher negar o que lhe foi demandado. A impossibilidade é violência.
Liberdade pessoal é de fato poder dizer não a si mesmo. Não somente dizer não às demandas externas, sobretudo negar-se o impulso de fazer tudo o que vier à mente. Quem não pode dizer não pra si mesmo, é escravo.
A força de nossas convicções e propósitos é medida por nossa capacidade de continuar apesar dos “nãos” que recebemos pelo caminho. Quem desiste fácil, logo nas primeiras rejeições, quem mede o valor do que faz apenas pela aceitação de suas ideias, enfim, quem não prossegue mesmo depois de ouvir “não”, denuncia que seus propósitos não são tão fundamentados e que seu empreendimento não tem tanta importância, porque se o que eu quero fazer na vida, dura apenas até o primeiro “não”, é provável que não valha por uma vida toda.
O “não” é um gatilho de proteção, de liberdade e de prova das intenções.
©2010 Alexandre Robles
Fonte:www.alexandrerobles.com.br

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Sou subversivo mesmo, e daí?

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Sempre questionei. Nasci com o instinto furioso da discordância. Nunca nutri qualquer simpatia para com as ditaduras, não interessa qual configuração. Toda ditadura, todo absolutismo me provoca. Detesto imposições. Amo a proposta, a dúvida, a crítica, o pensar. Sou um amante da liberdade!

Sempre detestei a injustiça, seja ela qual for. Não suporto sistemas e esquemas totalitários, gente metida a Deus, "riquinhos" e sua esnobe mania de ostentar empáfias e futilidades. Sempre fui pobre, filho da periferia, coberto pela poeira da vida, marcado pela falta de padrinhos, nunca tive "as costas quentes". Condenado à sobrevivência, fui fazendo das palavras minha arma de grosso calibre. Ainda são poucos os que me leem, mas ainda acredito...

Sempre amei a poesia, a filosofia, a teologia e a arte, ainda que todas estejam unidas na mesma subversão! Amo tudo que é, que não afirma sua existência no que tem, mas no que sabe ser. Amo gente que já viveu mais do que eu, que carrega nos cabelos a neve do tempo. Adoro seus conselhos e até aquela dose de desilusão que acompanha os que já se gastaram na luta.

Estudei em escola pública, andei de ônibus - muito - na guerra urbana entre sair de casa e não saber se volta. Cheguei ao ministério sem ter pai pastor, sem ser indicado pelos figurões da teologia de "tio Patinhas". Pregando mensagens perigosas desafiei alguns pequenos impérios. Ainda estou aqui. Tentando, acreditando, utopicamente sonhando...

Quero a companhia dos poetas e dos profetas. De gente que se contorce com as mesmas dores que atingem os oprimidos. Quero acreditar que um dia, da massa que não pensa, surgirão pequenos gritos. Quero escrever, ainda que no rodapé das páginas da história, frases que acordem o exército dos subversivos.

Que não me venham apregoar a morte das tentativas! Sou subversivo, morro acreditando!
Fonte: Alan Brizotti(Genizah)

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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Desigrejados sim, Desviados não!!!

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Acredito ter sido o primeiro a usar a expressão “desigrejados”. Estava em busca de uma palavra que expressasse a condição de muitos cristãos de nossos dias, daí surgiu esse neologismo. Aqui nos Estados Unidos, cunhou-se a expressão “churchless” para designar esta enorme massa de crentes que deixaram os currais denominacionais para servirem a Deus em seu próprio ambiente doméstico.
Ser “desigrejado” não é o mesmo que ser “desviado”. O desviado seria aquele que não apenas deixou a igreja, mas afastou-se do próprio Cristo, voltando às práticas pecaminosas que antes dominavam sua vida.
Já o desigrejado não pretende afastar-se de Cristo, nem de Seus ensinamentos, mas tão-somente da máquina eclesiástica.
Solidarizo-me com os milhões de desigrejados espalhados em nosso País, ainda que eu mesmo não me considere propriamente um.
Embora seja bispo de uma igreja sediada no Brasil, tenho experimentado um pouco da sensação de ser desigrejado durante meu exílio aqui nos Estados Unidos. Não deixei de pregar para nossa igreja, ainda que via Skype com freqüência semanal. Até a Ceia tenho celebrado com minha família, com transmissão ao vivo para o Brasil. Nosso povo lá, e nós aqui, todos ao redor da Mesa do Senhor. Embora unidos no espírito, temos estado separados fisicamente por mais de um ano. Temos saudade do calor humano, do cheiro de gente, das atividades da igreja, etc.
Creio que esta sensação de exílio tem sido sentida por muitos desigrejados. No meu caso, devido à distância geográfica. Mas para muitos, deve-se a outros fatores, tais como, discordância doutrinária, não conformismo com a maneira em que a igreja tem sido conduzida, etc.
Os blogs apololéticos têm servido de púlpito para muitos desses cristãos autênticos, que decidiram não se dobrar ao espírito de Mamom. Eles se alimentam do que neles têm sido postados diariamente.
Infelizmente, não dá para dizer o mesmo da maioria dos programas evangélicos veiculados nos canais de TV ou em emissoras de rádio, onde a marca registrada é o proselitismo descarado.
Fenômeno semelhante ocorreu durante os dias da igreja primitiva. Houve um êxodo de cristãos que abandonaram o templo em Jerusalém e as sinagogas espalhadas pelo império, para servir a Deus em suas próprias casas. Santuários cristãos só surgiriam séculos depois com a paganização do cristianismo.
Os desigrejados não estão abandonando a Igreja, como geralmente se alega, e sim as estruturas denominacionais que se arrogam o direito de se intitular “igreja”. A Igreja de Cristo não é e nunca foi presbiteriana, batista, metodista, pentecostal, episcopal ou coisa parecida. Tais termos designam estruturas eclesiásticas. Isso inclui a denominação que presido. Muitíssimas vezes tenho declarado em nossos cultos: O Reino é muito maior que a REINA (nome de nossa denominação). O problema é que estamos mais preocupados em preservar os odres do que o vinho.
As estruturas denominacionais servem como andaimes usados na construção da genuína Igreja. Depois que esta estiver pronta, de nada servirão aquelas. Foram feitas pra acabar.
Meu conselho aos desigrejados é que busquem unir-se para cultuar a Deus e dar testemunho do Seu amor. Seu desânimo para com as instituições é justo. Mas não permitam que isso lhes afaste da prática do primeiro amor.
Fonte:Hermes C. Fernandes(Genizah virtual)

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Barco à deriva!

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Certo autor disse que é impossível escravizar um povo que lê a bíblia. Mas as perguntas que incomodam são: Por que grande parte do povo evangélico está escravizado a ensinos espúrios, bizarros e anti-bíblicos? Por que somos irrelevantes no cenário cultural? Por que tanto comércio de bíblias, livros e CDs? Nunca se comprou ou vendeu bíblias como atualmente. Cada lar cristão deve ter várias bíblias guardadas nas estantes! Bíblias abertas no Salmo 91 sobre o rack da sala com as páginas amareladas! Mas a insistência da Escritura é para que haja meditação de “dia e de noite”. Jesus falou para os religiosos da época que eles erravam por não conhecer as Escrituras...Não basta uma leitura rápida, preguiçosa e que sirva para cumprir tabela de leitura para acalmar a consciência de uma obrigação religiosa. Não é uma leitura do tipo ABC ou bê-a-bá. É preciso entender, interiorizar, “ruminar”, “comer”, guardar a palavra de Deus nos refolhos da mente, adquirir tutano espiritual, depender do nosso professor de literatura bíblica: o Espírito Santo. Jesus deve estar no centro de nossa compreensão da Palavra, porque Ele mesmo é a Palavra Encarnada. Ele não é um assunto qualquer, mas é O Assunto da Escritura. A Palavra de Deus está acima de nossas experiências pessoais, sentimentos, emoções e subjetivismos. Sem esse Eixo objetivo, o nosso barco espiritual estará a deriva. Não teremos nenhuma bússola e seremos vítimas de todo vento de doutrina e opiniões de homens.
Ruben.

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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Desigrejados, uni-vos

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Jesus peitou o sistema religioso de Sua época, mesmo sabendo o alto preço que teria que pagar por Seu atrevimento.
Ele disse que faríamos obras ainda maiores. E por quê maiores? Quem somos nós para superarmos o nosso Mestre?
O fato é que, quando Jesus caminhou entre nós, o sistema religioso, por mais refinado que parecesse, ainda era rudimentar em comparação aos nossos dias.
Hoje, se quisermos seguir os passos de Cristo, teremos que peitar uma verdadeira indústria religiosa, onde as pessoas são vistas, ora como produtos, ora como clientes, e ora como engrenagens.
O que muitas vezes é chamado "discipulado", nada mais é do que a produção de seguidores em série, soldadinhos de chumbo, réplicas perfeitas de seus mentores.
Não foi isso que Jesus planejou quando recrutou Seus primeiros discípulos na Galiléia. Jamais foi Sua pretensão que a igreja se tornasse numa fábrica de lunáticos.
O discipulado autêntico é aquele que nos desafia a encarnar a mensagem de Cristo, tornando-nos agentes transformadores do Reino, inseridos numa sociedade corrompida. O verdadeiro discipulado é o que envia ovelhas para o meio dos lobos.
O mais importante não é encher a igreja, mas encher o Mundo com o conhecimento de Deus.
Enquanto quebramos maldições hereditárias, o abismo entre gerações se acentua, e assim, 'maldições existenciais' se perpetuam.
Buscamos cura interior, enquanto lá fora, há chagas sociais que precisam cicatrizar, hemorragias que ainda não foram estancadas.
Discutimos o sexo do anjos, enquanto pequenos anjos, abandonados nas ruas, são molestados diariamente por quem deveria protegê-los.
Reagimos violentamente contra leis que poderiam prejudicar a igreja, mas não nos importamos com leis que prejudicam os mais necessitados.
Mania de coar mosquitos e engolir camelos!
- Limpem bem seus pés quando entrarem no templo para não estragar o carpete novo.
Amém ou não amém? E não se esqueçam de se escrever em mais um congresso a ser realizado no hotel tal, por uma bagatela de 400 reais.
Tornamo-nos uma caricatura da igreja de Jesus.
Enquanto a sociedade se debruça sobre questões de primeira grandeza, voltamo-nos para nós mesmos, preocupados com questiúnculas.
- Não podemos perder para os gays, não é verdade? Se eles reuniram três milhões em sua infame parada, vamos reunir o dobro em nossa marcha pra Jesus.
Grande coisa!
Ah se os crentes soubessem que muitos desses manifestos são apenas demonstrações de poder político!
É por essas e outras que, a cada dia, cresce assustadoramente o número de desigrejados. Uma massa descontente com os rumos tomados pelas igrejas.
Quando sairemos às ruas em favor do oprimido? Quando deixaremos de lado nossa postura arrogante e estenderemos as mãos aos necessitados?
Enquanto mantivermos o dedo em riste, em espírito inquisitório, o mundo nos dará outro dedo.
Quando as igrejas deixarem de ser currais eleitorais, e se tornarem centros de cidadania; quando deixarem de se preocupar com o próprio umbigo, e voltar-se para fora, então a esperança triunfará. O dedo que antes apontava os erros, passará a indicar o caminho.

Fonte: Blog Hermes C. Fernandes

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“É bíblico meu irmão!”

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Todo domingo observamos um interessante fenômeno: evangélicos bem arrumados, andando a pé ou nas paradas de ônibus, com bíblias debaixo do braço, indo para suas denominações. Obviamente, essa bíblia passou a semana toda ignorada em alguma estante da sala. Não tenho nada contra quem carrega uma bíblia debaixo do braço, mas ela deveria ser carregada no coração. Faz-se um culto ao livro bíblia. A bíblia é lida apenas nas reuniões de domingo, isto é, algumas porções desconectadas. Aí dizemos “amém” para todo tipo de sermão que nada tem a ver com o texto lido. Geralmente o texto é lido apenas para maquiar uma leitura bíblica e depois todo tipo de absurdo é falado em nome de Jesus. Sermões, geralmente temáticos, que nada tem a ver com o evangelho de Jesus. Não temos nem moral para falar dos católicos. Caímos em uma armadilha semelhante a da Idade Média. Compram-se muitas bíblias, muitos livros e pouco ou nada conhecemos da leitura e meditação no conteúdo da Palavra de Deus. Os programas evangélicos vendem bíblias para todos os gostos. É bíblia da Mulher, do Adolescente, Batalha espiritual, Financeira, Dake, Scofield e etc. Quase nenhum incentivo à leitura do conteúdo. Alguns podem até se ofender, mas junto com uma cultura que não lê, vemos um analfabetismo bíblico e ignorância com respeito ao conteúdo da Escritura. Quando se lê alguma coisa do texto da bíblia, é uma leitura fragmentária, atomizada, mágica. Citam-se textos fora de contexto para se apoiar pretextos.
Continua...

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“É bíblico meu irmão!” (Parte II)

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Esses dias um conhecido meu sentou-se sobre sua bíblia porque o banco da parada de ônibus estava sujo. Passou uma querida irmã e disse para ele que estava cometendo sacrilégio.¹ Outro irmão me disse que usar caneta “marca texto” para marcar versículos é um desrespeito! Ora, será que essas pessoas conhecem o conteúdo bíblico? De que adianta ter respeito por um livro que eu desconheço? Será que tenho respeito pela bíblia? Será que a profanação não é ignorar as palavras e a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo? Com isso instala-se a heresia, as conveniências, as judaizações, as “eisejegues”, as distorções, os falsos evangelhos, as visões extra-bíblicas e anti-bíblicas. Por isso, não basta dizer: “É bíblico meu irmão!” e pegar textos-prova de várias partes diferentes do texto bíblico. É preciso conexão, coerência, respeito pelo texto.É preciso ver contexto histórico, cultural, autoria, propósito, contexto próximo e remoto. É preciso entender que o todo ajuda a entender as partes. É preciso priorizar o Novo Testamento porque é ele que interpreta o Antigo Testamento. O Velho Testamento é lido à luz do Novo Testamento. As pessoas devem começar sua leitura pelo Novo Testamento. Uma leitura seqüencial sem precondicionamentos culturais e doutrinários. Ler como se você nunca tivesse lido. Acima de tudo isso ter uma poderosa chave de interpretação: A pessoa de Jesus Cristo. Conhecer primeiramente a pessoa de Jesus e só então fazer uma leitura do VT. A bíblia sem Jesus é um balaio de gatos. A mãe das heresias. Satanás citou o texto da escritura para Jesus em um contexto religioso: em Jerusalém, no templo, lá no pináculo. Com Jesus e somente nEle é que nós temos uma convergência de todos os assuntos da palavra de Deus na pessoa do Verbo Vivo. Afinal, a Palavra se fez carne e habitou entre nós.

1 - Profanação de coisas consideradas santas.

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terça-feira, 15 de junho de 2010

Disse Deus:Haja Cruz!

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Jesus é o Cordeiro que se revela na história, surge antes da fundação do mundo e é revelado na historia. Ele se apresenta, sendo imolado antes da fundação do mundo, e manifestado na história. O Jesus histórico, a crucificação é eterna, Jesus morreu antes de tudo ser criado.
Um profeta contemporâneo disse que antes de dizer “haja luz”, Ele disse “haja cruz”. O próprio Paulo fala que ele é antes de todas as coisas, tudo é Jesus, Jesus é a história, é tudo.
Eu sou coadjuvante na história do Universo. A personagem principal é Jesus. Isso nos tira do egoísmo, de usar Jesus a nosso serviço, quando se precisa de pagar a faculdade, ou arranjar um emprego. Minha história pessoal não tem nada a ver com este Universo, é só um pó. É o que Davi escreveu, e Paulo também, “nós não somos nada”. Devemos adorar a Jesus. Não é a sua história que está sendo escrita, é a de Jesus. Na melhor das hipóteses, nossa história é testemunha, como diz Apocalipse 5, “aqueles que não se dobraram aos ídolos”. Somos espetáculo público aos anjos, como diz Paulo.
O Universo está contando uma história: Jesus. Tudo é por ele, pra ele, por causa dele, ele fez, é o começo e o fim, é a criação e a redenção. É tudo.
Eu acho que Gênesis começa falando de Jesus e Apocalipse termina falando de Jesus. Todos os textos do Antigo Testamento apontam para Jesus, o Tabernáculo, aponta para Jesus, por isso que eu não creio mais em templo. Eu creio que os sacrifícios litúrgicos apontam para Jesus, por isso que eu não mato mais cordeiro. Acredito que o sábado é Jesus, como a própria escritora de Hebreus falou: Eu sou o Senhor do sábado. O meu sábado é Jesus, porque Jesus falou que sábado é descanso existencial, por isso não guardo o dia. Acredito que todas as histórias jogam holofotes em Jesus, e ele disse isso em Lucas 24, quando Jesus apareceu aos discípulos no caminho de Emaús. Jesus mostrou para eles que as escrituras mostravam a seu respeito.
Lemos em Romanos 10 que o fim da Lei é Cristo, em Col. 2 – festas, é sombra.
Jesus aparece entre os homens como um rabino. Os discípulos chegam a eles chamando-o de Mestre, rabino.
Um rabino naqueles dias de Jesus, era um intérprete da Lei. Ele lia o Talmude, interpretação de Moisés. E em seus discursos ele diz: Moisés fazia isso, e eu porém vos digo ... Só que quando ele fala desta forma, ele não o faz como um rabino qualquer, e sim como o último intérprete da Lei.Como quem diz: Vocês já entenderam o que os intérpretes de Deus ensinaram, agora eu vou falar a vocês, e a partir daqui que ninguém acrescente mais nada. E como diz Paulo, se alguém acrescentar, seja considerado anátema. Anátema é maldito, miserável.
Jesus é minha chave hermenêutica, por estas coisas.
Fonte:Prosseguindo em Conhecer.blogspot.com.br
Metahistória – panorâmica bíblica – 2ª parte
Alexandre Robles

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Jesus - a chave hermenêutica

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Quando aprendi sobre chave hermenêutica aprendi a ler a Bíblia e pregar o evangelho.
A chave que nos revela a forma de interpretar a Bíblia é Jesus Cristo. A história maior que une todas as demais e as interpreta é Jesus Cristo.
Se você não encontrar Jesus em tudo na Bíblia, jogue-a fora. É mais ou menos isso. É ver um tema lendo os profetas, os apóstolos e como Jesus tratou este tema.
A chave hermenêutica através de Jesus quer dizer que quando eu leio a Bíblia é através de Jesus, como Jesus tratou os pobres, a família, o ser humano, a política, etc. Se Jesus falou, eu fico com ele. Se ele não falou eu procuro interpretar como Ele faria. Se for confuso e Jesus não falou, eu deixo de lado, não me pronuncio.
Na teologia, temas recorrentes são: quem vai ser salvo?, como?, quando?, por que vamos ser salvos?
Sobre quem é salvo, Jesus disse: deixe de querer separar joio e trigo.
Quando Jesus volta? Ele volta? De que jeito Jesus volta? Ele já voltou?
Por favor, pare com a tolice de saber quem é salvo, ou sobre a data que ele volta ... nem Ele sabe.
Quando Jesus foi assunto ao céu, os anjos disseram: Por que estão olhando para cima? Vão viver...
Não ofereça estas questões como únicas.
Em João 1:1 – A palavra de Deus encarnou. Veja como Jesus viveu. Único ser no universo que conseguiu conciliar palavra com ações.
Jesus é a chave hermenêutica, para mim. Para alguns, a chave hermenêutica é o caminho para ficar rico.
Meu preconceito é Jesus, quando eu leio a Bíblia eu só vejo ele.
Fonte: http://www.conhecer.blogger.com.br/

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As ovelhas de Jesus

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“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão”- João 10.27-28.

Após dizer que os judeus não eram suas ovelhas, Jesus caracteriza quem são elas. “As minhas ovelhas”, ele começa a dizer, e faz uma das mais lindas declarações de toda a Bíblia. Não pertencem a uma denominação nem se caracterizam por uma determinada liturgia. São conhecidas por seis marcas, todas de relacionamento com ele.

A primeira: “ouvem a minha voz”. Elas ouvem a Jesus, não a estranhos. A Jesus, não a Moisés ou a Elias (Mt 17.5), símbolos do Antigo Testamento. Ouvir Moisés e Elias produz situações tristes, como a noticiada pela Internet de sete igrejas evangélicas colombianas que se tornaram sinagogas. Há muita igreja “sinagogada” por aí. Não se compõem de ovelhas de Jesus. Não o ouvem direito.

A segunda: “eu as conheço”. Não apenas sabe os nomes (“Zaqueu, desce depressa”), mas se relaciona com elas. Sabe de suas carências e de suas fraquezas. Ele sabe o que é ser gente, pois foi como nós. Conhece nossas dores e fraquezas. Que consolo! “Oh, sim eu sei, Jesus bem vê, o que eu estou a sofrer”, diz um de nossos belos hinos.

A terceira: “elas me seguem”. Ovelha de Jesus segue a Jesus, não ao pastor ou ao dono da seita. “Seguem” e não apenas contemplam. E imitam-no ao segui-lo: “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1Pe 2.21). Seguir a Jesus não é cantar na igreja. É muito que isso. É procurar imitar a Jesus no cotidiano.

A quarta: “eu lhes dou a vida eterna”. Ninguém consegue a vida eterna. Ele dá. É dom dele. E não dá aos bons ou aos religiosos, mas aos que o seguem. Não vem pela nossa virtude ou nossa perseverança. Vem por ele. Não nos salvamos. Somos salvos. Não somos o sujeito da salvação. Ele é.

A quinta: “jamais perecerão”. A vida eterna não é figura de linguagem. É vitória sobre a morte. Crer em Jesus é saber que viveremos eternamente com Jesus. O cristão zomba da morte, como Paulo (1Co 15.55). Encara-a com naturalidade, e diz como Bach: “Vem, doce morte!”. Ela não assusta, mas nos leva para junto dele. Como disse Bonhoeffer: “A morte é o supremo festival no caminho da libertação”.

A sexta: “ninguém as arrebatará da minha mão”. É a segurança do salvo. Ele canta como Lutero: “Se nos quisessem devorar demônios não contados, não nos podiam assustar, nem somos derrotados”. Satanás pode ser perigoso e rugir ao nosso redor como leão, mas é um derrotado: “Vencido cairá por uma só palavra”. Dizemos com Paulo: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 8.37-39).

Ser ovelha de um bom pastor é muito bom. Por um ano e meio, por opção, fui ovelha de meu irmão, o Pr. Isaías Gomes Coelho. Um bom pastor, um amigo leal. Obrigado, mano! Mas antes dele e acima dele, sou ovelha de Jesus Cristo. E ser ovelha de Jesus é muito bom. Vale a pena!
Fonte: http://www.isaltino.com.br/

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domingo, 13 de junho de 2010

"Não toqueis nos meus ungidos!" ou "Não é assim entre vós"?

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Lembro-me quando pela primeira vez entrei em uma comunidade neopentecostal para freqüentá-la. O primeiro livro recomendado para ler foi: “Autoridade Espiritual” de Watchman Nee – Nee era um servo de Deus, mas exagerou em alguns pontos bíblicos. Ele chegou a dizer que se você desobedecesse ao líder espiritual é como desobedecer ao próprio Deus! - Isso coloca o líder em um pedestal que ele não está. Na ocasião, não suspeitei que estava sendo “doutrinado” como um soldadinho de chumbo. Achei que era certo obedecer ao líder religioso cegamente. Qualquer questionamento, mesmo bíblico, seria considerado rebeldia. Até para casar ou ir ao banheiro, você deveria prestar contas ao líder-Pastor, Discipulador, Bispo, Apóstolo e etc. Você ouvia a ameaça: “Se você não concorda com a visão a porta está aberta!” Como resultado desse ensino, o que observei acontecer foi o aparecimento de aberrações anti-bíblicas e extra-bíblicas:
• Cobertura espiritual (Nossa cobertura é Cristo);
• Infantilização das pessoas (A pessoa não é ela mesma);
• Clonagem e despersonalização (Todo mundo fala e veste igual ao líder);
• Autoritarismo (Arrogância, Tirania e Abuso espiritual);
• Mau uso e distorção bíblica (versículos fora de contexto sem considerar o todo);
• Aparecimento das figuras totêmicas (O líder sagrado e num pedestal);
• Por fim, muitas pessoas feridas e decepcionadas.
Toda autoridade legítima vem de Deus. Façamos a pergunta óbvia: “Como Deus usa Sua autoridade e poder?” ou melhor “Como o Deus feito carne – Jesus – usou sua autoridade?” “Como ele recomendou que nós fizéssemos? Como ele a exerceu? Encontramos Jesus fazendo abuso dela? Ele esmagou os discípulos? Afora uma repreensão ocasional e severa, ele os tratou com ternura, respeito e deixou que eles fossem eles mesmos sem violar a personalidade deles. Jesus até perguntou aos discípulos:”Mas vós, quem dizeis que eu sou?”(Mat.16:15).Qual o líder que tem coragem de perguntar aos subordinados:”Qual a opinião que vocês têm a meu respeito?”
Jesus demonstrou sua autoridade humildemente assumindo o papel de servo. “...Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. NÃO É ASSIM ENTRE VÓS; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva...”(Mateus.20:25-28.v.t.Romanos.13)
Paulo mostra em Gálatas.2:11-21 que a VERDADE desconsidera cargo, posição ou título na igreja de Cristo. Paulo confrontou Pedro na cara! Pedro estava agindo com hipocrisia e dissimulação para com a verdade do evangelho. Assim também nós, como bereianos, devemos confrontar todo desvio da verdade que ocorra no meio cristão, sendo biblicamente corretos, não politicamente corretos. Os líderes da igreja estão sob a autoridade de Jesus – o Supremo Pastor – e da Escritura. Sua autoridade delegada não deve jamais ser por coerção, domínio ou manipulação da verdade bíblica(I Pedro.5:1-4).

Por Ruben Jump.

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Entre Igrejas e a Igreja!

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Tenho que admitir. Eu sei que é triste, duro, mas é verdade: as IGREJAS mentem. Não somente isso, mas também abusam espiritualmente. Elas (fatalmente) cometem muitos equivocos.

Há tempos que as IGREJAS cederam espaço ao legalismo, fanatismo, misticismo, relativismo, henoteísmo e quase todos os “ismos” que você possa imaginar. Porém, Jesus não disse que edificaria IGREJAS; ele disse que iria edificar a sua IGREJA, e que contra essa as portas do hades não prevaleceriam. É preciso urgentemente fazer a distinção entre IGREJAS e IGREJA.

As IGREJAS estão envolvidas com toda prática perniciosa e neo-pagã, porém a IGREJA verdadeira não se corrompe. Ela é invisível e composta por todos os crentes renascidos. Parte dela está na Terra, militando contra seitas, heresias, modismos, desmanchando argumentos falaciosos e incabíveis, ou simplesmente congregando e lutando para permanecer pura, sem mancha. A outra parte dela está no céu, desfrutando da paz não merecida, mas tão almejada. Quanto às IGREJAS, seus membros são telepastores e televangelistas que assim como Balaão estão inclinados ao materialismo e ao pragmatismo. São os padres pedófilos, os bispos que sonegam impostos, os apostolos ignorantes que se re-batizam em Israel. São também neo-fariseus que se creem mais espirituais que os demais, como se a benção de Deus tivesse alguma relação com meritos humanos. Alguns vivem um ascetismo hipócrita, outros, porém, vão ao outro extremo e desprezam os valores éticos expressos na Palavra de Deus. Muitos deles se infiltram em nossos templos, entre os servidores, e nos dão veneno de comer. Os membros das IGREJAS são falsos professos, caricaturas do cristianismo autêntico, estrelas apagadas, folhas secas levadas pelo vento, estando envolvidos em escandalos, politica e muita malandragem. Porém, a IGREJA não se corrompeu, não se corrompe e jamais se prostrará ao Deus desse século. A IGREJA é esposa, e aguarda ansiosa o regresso do esposo. Ela não tem pacto com os adoradores extravagantes, raramente comete exageros, é comedida, moderada, ainda que imperfeita e humana.

O apóstolo Paulo passou grande parte da sua vida refutando heresias cometidas nas IGREJAS, sem jamais censurar a IGREJA do nosso Senhor. Ele entendia que a IGREJA nao é obra acabada, portanto, é imperfeita, e compreendia e vivia a tensao paradoxal, porém NECESSÁRIA entre IGREJAS e IGREJA.


As IGREJAS estão apaixonadas por Jesus;

A IGREJA ama a Cristo mais que a si mesma.

Fonte: Púlpito Cristão.com
Por Leonardo Gonçalves

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pão e Circo evangélicos

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Tenho acompanhado através de sites e blogs cristãos na internet a crescente preocupação com o volume absurdo de invencionices, modismos e heresias que afloram nas igrejas ditas evangélicas. Seria hilário – se não fosse trágico – a capacidade de criação de tamanhos absurdos.

E o pior: existe uma legião de crentes idólatras que defendem com unhas e dentes os criadores de tamanhas bizarrices, muitos por ignorância, outros por vontade.

A cada dia, percebe-se que a igreja evangélica institucional se afasta do Evangelho e é levada “em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4.14). O rebanho, magro e desnutrido biblicamente, é facilmente ludibriado por tais líderes.

Pão e Circo

Assim como na Roma antiga – no que diz respeito ao social – alguns líderes evangélicos praticam com o povo a política “panem et circenses” (política do pão e circo) – no aspecto espiritual. Nos dias da Roma antiga, devido a fatores socioeconômicos, houve um considerável êxodo dos moradores das regiões rurais em direção a Roma. Sem emprego e sem ter o que comer, a multidão se tornava um perigo crescente para ordem social, levando o império a tomar uma decisão que entorpeceria o povo, fazendo-os esquecer da realidade.

Tudo muito simples: de modo constante ocorriam lutas envolvendo gladiadores nos estádios, sendo o Coliseu o mais conhecido de todos. Durante as lutas o povo era “gentilmente” alimentado. Enquanto se divertiam com o show de horrores e se alimentavam, a multidão ficava “domada”, tranqüilizando os dominadores sociais.

E hoje em dia, o que temos visto em locais que, hipoteticamente, deveriam se concentrar na exposição das Escrituras? A pregação bíblica, doutrinariamente correta, que acordaria o povo brasileiro foi substituída por pão e circo. Rápidos em domesticar seus discípulos, alguns lideres evangélicos criam uma parafernália tão grande de remendos que assusta e nos faz perguntar: qual o limite disso tudo? Onde isso vai parar?

Os mais nervosos da ala que advoga por seus líderes costumam dizer: “Peraí, eles estão pregando o Evangelho e ganhando almas, e vocês, críticos?”. Argumento tão superficial e raso como uma poça d’água. E se estão de fato pregando o Evangelho, sempre fica a pergunta: Que Evangelho é esse? Que Jesus é esse? Ganhando almas e suprimindo cérebros?

A igreja evangélica tem inflado – e não crescido – com um contingente que não ousa pensar, não ousa raciocinar, não ousa sequer consultar nas Escrituras a veracidade do que seus dominadores (vide bispos, apóstolos, levitas, profetas) anunciam. Voltemos ao exemplo da igreja primitiva de Beréia (Atos 17.11), pelo amor que devemos ter ao Reino de Deus!
Fonte:Púlpito Cristão
João Rodrigo Weronka é apologista, pesquidor no campo de apologética cristã e religiões comparadas desde 2002. Edita o site NAPEC e colabora com artigos no Púlpito Cristão

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Quatro maldições na igreja de hoje!

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"Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração" (Malaquias 2. 1, 2).

Na igreja da atualidade parece existir somente maldição financeira. É como se toda a atenção do inferno fosse canalizada para o nosso bolso. Outras áreas são simplesmente preteridas. Na teologia monetária dos agentes bancários de deus, maldição é sinônimo de pobreza. O livro de Malaquias, por exemplo, só é lembrado em questões de dízimos e ofertas, e sempre para enfatizar o "fato" de que se você doar até o último centavo de sua violentada carteira, deus (é minúsculo mesmo!) vai encher sua casa de grana!

Esses investidores da bolsa de valores da fé esquecem do texto acima! Principalmente da promessa que poucos percebem: "... amaldiçoarei as vossas bênçãos". Pense por um momento: se Deus amaldiçoar as bênçãos, então tudo é maldito! Isso é muito sério! A bênção de um falso profeta é uma maldição completa! Deus não tem compromisso com todo esse charlatanismo religioso dos vendedores de promessas.

Resolvi pensar um pouco mais sobre quatro maldições que assolam a igreja da atualidade, e que Deus nos guarde desse mal (João 17. 15):

A maldição da politicagem: isso é visto como bênção, naquelas frases do tipo: "temos que ter um irmão para nos representar"; "fulano é um grande homem que Deus levantou na política", e por aí vai... Uma pergunta: você comeria uma maçã que estivesse dentro de um saco de lixo, mesmo sabendo que ela é limpa? O cristão, na política, é uma maçã no meio do lixão. É uma pérola no meio dos porcos. Acredito que um ou outro homem ou mulher de Deus possa ser levantado como uma espécie de estadista, gente séria que ame a Deus e trabalhe pelo reino, contudo, são "agulhas no palheiro", e não servem como desculpa para que qualquer um, de quatro em quatro anos, venha encher nossos púlpitos de hipocrisia, mentiras e ilusões.

A maldição do imediatismo: gente que confunde Deus com uma máquina qualquer respondendo a comandos e senhas divinas. Gente que não consegue mais andar no abençoado caminho da paciência, principalmente porque não passa por lutas e tribulações, que segundo a Bíblia, produzem-na (Rm. 5. 3). O imediatismo é o grande vício da igreja de hoje. Essa espiritualidade drogada não suporta um dia normal, um culto sem carnavalizações folclóricas e pirotécnicas, muito menos a bendita espera. São filhos mimados de uma divindade exibicionista. Quando aprendemos a esperar no Senhor, trabalhamos a glória da dependência e abrimos mão de sermos controlados pela sociedade da pressa.

A maldição do analfabetismo bíblico: pastores e pregadores que adulteram textos bíblicos ao sabor de suas neuroses. Gente que faz aplicações levianas dos textos bíblicos. O efeito colateral dessa doença hermenêutica é o surgimento de tanta teologia destruidora: teologia da confissão positiva, da prosperidade, do profetismo visionário das "mães dinás de deus", dos milagreiros da religiosidade de mídia e massa. Essas Meduzas teológicas são heranças malditas do nanismo bíblico. Para curar essa anomalia só há um jeito: dedicação à Palavra, sem reservas! E isso, sim, é possível!

A maldição da hereditariedade obrigatória dos cargos: que existem filhos de pastores com chamado divino não posso negar, contudo o que vejo é um percentual alarmante de aproveitadores e malandros, que usam o ministério como saída para sua falta de talento na vida. Gente que, se não fosse o pai ser alguém, não seria absolutamente nada! Gente que faz do púlpito sua empresa, da igreja seu curral, e da fé sua "galinha dos ovos de ouro". Esse nepotismo eclesiástico atropela a verdade do evangelho. Quantos homens de Deus são deixados de lado porque o "filho do dono" herdou o trono!

Que Deus nos ajude a permanecer igreja, lutando contra essas demonizações travestidas de bênçãos que invadem o arraial dos santos. Deus dará um basta em tudo isso! A Obra é Dele! Ele amaldiçoará as bênçãos dos falsos cristos que se amontoam como praga infestando a "lavoura de Deus" (I Co. 3. 9).
Fonte:Genizah virtual
Alan Brizotti toca subversão no Genizah

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sábado, 5 de junho de 2010

Por onde o diabo entra!

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Recentemente meu computador pegou um vírus; Mas felizmente ele foi logo detectado e eliminado pelo antivírus que mantenho sempre atualizado. Na verdade não era bem um vírus, mas sim um programa chamado “Trojan” (cavalo de tróia), o qual abre portas no computador para invasão remota.

Pensando nisso, Deus me fez lembrar que desde os tempos antigos ele determinou que seu povo não desse ouvido aos ensinos e pregações dos falsos profetas. Entretanto, é exatamente nessa área que muitos tropeçam e acabam se desviando para esquerda e ou para direita nos caminhos retos do Senhor nosso Deus.

Nota-se que os falsos profetas geralmente são sempre os primeiros a acreditarem convictamente nas próprias mentiras que pregam e isso dificulta muito o discernimento do povo de Deus, porque aparentemente são pessoas sinceras, cheias de boas intenções e que de modo algum estão intencionalmente no meio do povo de Deus para lhe causar dano.

Entretanto o diabo usa essas pessoas tal como um cavalo de tróia, pois inclusive aos próprios olhos, essas pessoas aparentemente são espirituais, irrepreensíveis e de moral ilibada, mas sutilmente foram desviadas por ensinos e doutrinas estranhas, as quais vão contra o evangelho (anti-bíblico) e ainda outras que vão além do evangelho (extra-bíblico).

Desde o Primeiro Testamento até os dias de hoje, o povo de Deus também tem padecido porque tem emprestado seus ouvidos a muitos “pregadores” e “profetas”, os quais ensinam coisas absurdas, mas fazem verdadeiros malabarismos hermenêuticos e teológicos, pra que no fim seus ensinos ganhem aparência de algo verdadeiramente bíblico.

A História tem registrado muita decepção e até tragédias por conta dos falsos mestres, sendo que recentemente tenho visto com muitas ressalvas alguns ensinos tais como: Ativação de anjos, Iniqüidade no DNA, Mapeamento espiritual tridimensional e outras “novidades” que nada mais são do que formas evoluídas de antigos ensinos estapafúrdios.

Não citarei nomes aqui, pois não é meu objetivo provocar hostilidades no meio Cristão, entretanto chegou ao meu conhecimento que ultimamente até estão ensinando aos cristãos a oferecerem alimentos para anjos; Perplexo diante da notícia, eu questionei diretamente o pastor que estava ensinando tal absurdo (não encontro adjetivo mais apropriado); E foi com tristeza que percebi que tais ensinos estavam baseados no fato que no Antigo Testamento alguns personagens bíblicos ofereceram alimentos aos anjos que lhes apareceram trazendo um recado de Deus, fenômeno conhecido como Teofania.

Queridos(as) é lamentável, mas precisamos vacinar nossa mente com a Palavra de Deus e mais do que isso precisamos saber que somente Jesus Cristo é a nossa chave hermenêutica, ou seja, toda a Palavra de Deus obrigatoriamente deve ser lida e filtrada a partir de Jesus. Lembremos que somente Ele é o nosso modelo de fé e prática, pois do contrário estaremos inventando moda para o diabo instalar seus “trojans”, afinal é pela porta dos fundos que o diabo entra.

Fonte:Ponto Crítico
::Por Mariel M. Marra – Bacharel em Teologia. Atualmente presta apoio ao Ministério Justiça de Deus (JUSDEI) da Igreja Batista da Lagoinha. marielmarra@gmail.com – Colaborador do portal Lagoinha.com

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pastores que não lêem a Bíblia

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Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, com 1255 entrevistados de diversas denominações, sendo que 835 participaram de um painel de aprofundamento. O motivo é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.
Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que foi delimitada. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação expositiva são os principais impedimentos. “A falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, enumera Oswaldo.

A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião,são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas.

Oswaldo arrisca dizer que muitos "pastores precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso crítico".
Creio que esta pesquisa condiz com o que vemos atualmente nas igrejas. O resultado está aí, para quem quiser ver: As pregações vazias de conteúdo, mas cheias de frases de efeito, fora a teatralidade corporal e oral usada por muitos preletores. Muitos preferem fazer um curso de neurolinguística a gastar seu tempo em um devocional pessoal em oração e estudo das Escrituras.
O povo nas igrejas estão com fome da Palavra e como não tem, comem o alimento (pregação) quem vem pela frente. Como eles também não estudam a Palavra, como os bereanos no livro de Atos fazia, aceitam o que o pastor/totem diz, sem questionar se o que ele falou está de acordo com o ensino do Evangelho ou não. É claro que há excessões. Mas a verdade é que a gente escuta cada absurdo que só pode ser fruto de alguém que não lê a Palavra. Fica aí, o alerta que essa pesquisa trouxe. "Errais por não conhecer as Escrituras nem o poder de Deus" (Jesus). Juber Donizete Gonçalves
Fonte:Blog Cristianismo Radical - Juber Donizete Gonçalves

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uma proposta de Espiritualidade

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Não se deixem conformar, mas sejam transformados pela mudança na maneira de pensar.
Romanos 12
Muitos de nossos problemas começam e deveriam terminar em nosso pensamento. A maneira como enxergamos a vida, a herança cultural e familiar e as demandas de nossa geração produzem um jeito de pensar que por sua vez produz um sentimento padrão. Pensar e sentir afetam também nossa saúde física.

Fato é que boa parte do que chamamos problema e do que aceitamos como desejo e objetivo de vida são apenas fantasia.

De acordo com nossa geração, o ser humano é um ser produtivo e consumista. São estes os critérios que determinam a importância de uma pessoa em seu grupo social. Assim, nos arremessamos na direção de provarmos nosso valor a partir de tais critérios e sofremos como consequência solidão, isolamento, falta de sentido.

E tais critérios influenciam tudo o que fazemos, do sexo à religião. Quantidade em detrimento de qualidade, aparência e não essência, correria sem sentido, excesso de encontros e programas sem pessoalidade, muita informação sem reflexão.

Até que confrontamos nossos esquemas mentais com o Evangelho de Jesus. Mudamos a maneira de pensar, assimilamos novos valores, aderimos a um novo projeto de humanidade, nos reconciliamos com o ritmo da Criação.

Este é o sentido da espiritualidade, não o desvendar de mistérios, não a manipulação de forças, não a barganha para a prosperidade material, mas a renovação constante do pensamento.

©2010 Alexandre Robles
Fonte:www.alexandrerobles.com.br

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sábado, 29 de maio de 2010

Eu penso que...eu acho que...

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Uma das introduções a "estudos teológicos de banco de igreja" mais comuns que costumo ouvir no meio evagelico é "eu penso que" ou sua variante irresoluta "eu acho que". Trata-se de um grave sintoma de distanciamento da Palavra e pode indicar ali um forte candidato as mais estapafúrdias crendices e práticas sincréticas dentro da igreja.

Obviamente, lendo a Palavra de Deus, vemos o apóstolo Paulo em várias ocasiões fazer o uso do "penso que". No entanto não é deste uso a que estou me referindo, mas sim daquele que contraria a Palavra de Deus dando às minhas palavras os mesmo poder contido naquelas palavras de Poder. Pensar não é o problema. E como "eu penso", pensar é um dom de Deus, pouco utilizado e desenvolvido no nosso meio é verdade.

O apóstolo Pedro escreveu fundamentado não em sua sabedoria, mas naquela advinda do alto o seguinte:

"Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; Mas a palavra do Senhor permanece para sempre." (1 Pe 1.24-25)

O apóstolo Pedro não temia que suas palavras não chegassem ao destino, pois sabia que toda sua eloqüência assim como sua carne eram semelhantes a erva, temporais. O que permaneceria seria a Palavra de Deus, pois Ele não muda, é eterno (Tg 1.17).

O que aconteceu é que a experiência pessoal extra-bíblica tornou-se o norte do "crentinismo" contemporâneo. Servir e seguir os prórios pensamentos e achismos, ser guiado pelas próprias verdades eivadas dos vícios mundanos que trazem consigo quando supostamente aceitam a Cristo e o novo "rosa" da moda cristã.

A Bíblia é para estes um livro que afasta-se da realidade e é impraticável no cotidiano. Contudo, fazer tal afirmação, mesmo para estes incircuncisos, é o mesmo que "blasfemar" contra o Espírito, então, substituem a assertiva para: A Bíblia é de difícil compreensão.

Mentira. E como todo praticamente da mentira sois filhos de satanás a quem procurais agradar, procurando agradarem sempre a si mesmos. (Jo 8.44)

Acontece que a Palavra de Deus não é de difícil interpretação. Pelo menos não para os verdadeiramente salvos. Pedro não era nenhum homem versado em palavra. Tiago, João, Judas... nenhum deles possuia estudos avançados... quanto a Paulo, ele mesmo afirma que suas palavras não firmavam-se em sabedoria humana, mas no Poder de Deus (1 Co 2.1-5).

Ao dizer o que eu "acho", ou o que eu "penso", exponho minha fraqueza, minha incredulidade, minha falta de fé... pois não confio plenamente na Palavra de Deus para dizer: A Palavra afirma o seguinte... pois estes que freqüentemente fazem uso dessas expressões não conseguem ver na Bíblia uma afirmação, um lugar sólido para construir a sua vida. Ela pode ser todo o resto, de livro de receitas mágicas a enciclopédia histórica do povo israelita.

Aqueles que negligenciam a leitura da Palavra de Deus procuram esquivar-se da prática advinda de sua leitura. Como se fosse possível, tentam enganar a morte. Entendem tão somente a Bíblia como fonte de "acusação" ou "absolvição", não conseguem compreender que ela é as duas coisas. Por meio dela vejo minha condição e em suas palavras tenho a redenção (Jo 5.39). ela é fonte de vida não de morte... o que é incompreensível para aqueles que ainda não morreram pois acreditam estarem vivos. Na verdade alguns acreditam até mesmo serem eternos.

A compreensão da Palavra de Deus passa pela cruz, passa pela morte e ressurreição. E isso não é algo que eu pense ou acredite... Essa é a Palavra de Deus. Loucura para os que se perdem... mas só para os que se perdem.

Daniel Clós Cesar
Fonte: [ Batalha pelo Evangelho ]
Blog:Bereianos

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