sábado, 23 de outubro de 2010

Eleições 2010: Espinheiro ou Mandacaru!?

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“...Foram, certa vez, as árvores ungir para si um rei e disseram à oliveira: Reina sobre nós.
Porém a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?
Então, disseram as árvores à figueira: Vem tu e reina sobre nós.
Porém a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto e iria pairar sobre as árvores?
Então, disseram as árvores à videira: Vem tu e reina sobre nós.
Porém a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu vinho, que agrada a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores?
Então, todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu e reina sobre nós.
Respondeu o espinheiro às árvores: Se, deveras, me ungis rei sobre vós, vinde e refugiai-vos debaixo de minha sombra; mas, se não, saia do espinheiro fogo que consuma os cedros do Líbano...”(Juízes.9:7-21.)

Fico me perguntando como homens caídos podem escolher coisas boas!? Mas preciso mostrar algumas lições e esperanças que podemos aprender com essas eleições:

A – Deus é soberano e governa as nações – Isto é visto no texto bíblico citado acima, nos versículos 22 e 23: “Havendo, pois, Abimeleque dominado três anos sobre Israel, suscitou Deus um espírito de aversão entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes se houveram aleivosamente contra Abimeleque...” Também em Isaías.10:5-34, Deus chama a Assíria de machado, serra, vara, bastão, pau e cetro da minha ira. Em Romanos.13 a autoridade é ministro de Deus para trazer espada para o que pratica o mal e louvor para o que pratica o bem. Muitos governantes não têm consciência de seu dever de defender as liberdades individuais contra os perigos coletivistas, defender a democracia, a liberdade de expressão, pensamento, religião, defender a família, a criança....Esses governos não devem se esquecer de que eles passam como névoa;

B – Pode ser que Deus queira desmascarar a hipocrisia do povo – Jesus respondeu a Satanás no deserto: “...Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.” Um Estado-deus paternalista que dá tudo também pode tirar tudo das pessoas! As questões éticas, morais e humanas estão acima das questões econômicas e políticas. Não podemos ter por visão básica de nossas vidas que “os fins justificam os meios”! Deus colocou a eternidade no coração dos homens e é isso que vale! As questões eternas e espirituais são mais importantes do que questões terrenas. Podemos ganhar o mundo inteiro e perder a alma.

C – Toda visão de mundo que tira o Jesus da Bíblia e dos evangelhos do centro de nossas vidas é espúria, herética e perigosa – (Seja a teologia da prosperidade, a teologia da libertação, o marxismo ou outro ismo qualquer) Jesus é quem traz a verdadeira liberdade individual e paz social;

D – O povo e os homens de Deus foram perseguidos por meio de decretos(leis) – Veja, por exemplo, Daniel e seus três amigos, Ester, Moisés, Jesus. Por mais discreto que Daniel fosse, mesmo assim, os seus inimigos o viram orando ao Deus dos céus e o denunciaram ao rei. Pedro fala em sua epístola: “...Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo...” I Pedro.1:6-8(Ver também I Pedro.4:12-19)

Talvez Deus queira nos provar ou não(se necessário)!?Eu não sei. Também não sei quem vai ganhar esta eleição. Os que estão lá(os evangélicos no governo), não pensem que estão em melhor posição – veja o exemplo de Ester e Mardoqueu. Talvez os espinhos que teremos que enfrentar seja o PL 122, ou o PNDH-3, ou o socialismo. Talvez teremos de escolher entre um espinheiro e um pé de Mandacaru. Eu já fiz a minha opção: o pé de Mandacaru.
Ruben.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Filhos da Rebeldia e da Insurreição!

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América Latina adora governos controladores e ditatoriais. Nós gostamos mesmo é de ser dominados com mão forte e pisoteados por botas sujas de lama, de fazer testes de sobrevivência e de viver com salários paupérrimos. Por fora, desejamos a liberdade mas lá no fundo, nas profundezas do nosso coração, nós adoramos aos Chávez, Velascos, Fujimoris, Pinochets e Ortegas. Por isso que a versão do cristianismo que prioriza o controle prosperou em nossos países. O pentecostalismo, cheio de pastores estritos e exigências de submissão injustificáveis que o povo aceita de boa vontade, é um perfeito exemplo, quase ideal – apesar da “igualdade” que a democratização dos dons proporcionou. Seu crescimento continuará, porque sua proposta combina com o espírito latino, carente da figura paterna e abundante de deuses débeis e servis.

Todo esquema controlador é implantado por etapas, é suave no início, mas acaba por satanizar os seus críticos, enquanto venera as estruturas opressoras como se fossem um santuário incólume que deve se manter pelos séculos dos séculos! Os líderes tem características especiais, cada vez mais altas e mais próximas do “céu”. Os apóstolos de hoje são um claro exemplo: intocáveis, semi-onipotentes, movidos pelo desejo de controlar, razão pela qual desejam ter várias congregações. Um sinergismo perfeito onde todos – aparentemente – estão felizes. O problema é que estar feliz não significa estar bem.

Alguns de nós não enxergam essa estrutura como padrão do céu, antes, com certo temor, entendemos que a igreja assume um grande risco e pode pagar um alto preço por causa do modelo implantado. Cremos que uma relação vertical com o clero não faz bem aos leigos, desumaniza pessoas, não permite que os crentes se desenvolvam e os converte literalmente em rebanho. Contudo, entendemos que esta superação pode levar alguns anos mais. Não, muitos, mas alguns... A tecnologia e a facilidade de interligar pessoas pode acelerar essas transformações.

Enquanto as coisas vão mudando, outros apressam o processo, em aberta oposição ao status quo. É óbvio que a liderança reage, identificando seus oponentes como agentes de satanás. Eles tratam de proteger as estruturas eclesiásticas, proibindo toda crítica, acusando os dissidentes de viverem uma espiritualidade rasa, gente rebelde cujas palavras devem ser ignoradas. Nem quero pensar o que aconteceria se ainda estivessem vigentes os métodos de tortura da época da “santa” inquisição.

Rebeldia e insurreição são, no atual sistema eclesiástico, obscenidades anti-valores dignos de pessoas ímpias, ou de ateus que nada sabem acerca de Deus. Porém, o grande paradoxo é que, caso estas atitudes não tivessem existido na história da igreja, nós ainda estaríamos pagando por indulgências. Se não houvesse rebeldia e insurreição, Lutero jamais teria publicado suas 95 teses, Savonarola continuaria silencioso em seu mosteiro, passivo diante da degeneração dos Borgia, e Calvino nunca teria elaborado sua teologia. Sem rebeldia, nós – evangélicos – sequer existiríamos. Seríamos católicos, ou qualquer outra seita pseudo-cristã, que só em pensar dá calafrios. Se não houvesse revolta e enfrentamento contra o institucionalismo religioso, não existiria uma igreja evangélica. Somos, portanto, filhos da insurreição, e gostemos ou não, isso é o que nos faz diferentes dos outros grupos cristãos. Essa atitude de repaginar o cristianismo deve marcar o nosso caminhar. Logo, rebeldia não pode mais ser considerada uma palavra má.

Abel Garcia é professor no Centro Evangelico de Misiologia Andino-Amazonico e editor do blog Teonomia. Traduzido por Leonardo Gonçalves, para o Púlpito Cristão
Fonte: http://www.pulpitocristao.com

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

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Mt 23.8-11.
“Vós, porém, não quereis ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo.”


As massas possuem uma poderosa necessidade de uma autoridade que possam admirar, prestar culto, obedecer, seguir. E quanto mais for empobrecida a individualidade de cada pessoa, mas buscarão o apoio nestas autoridades.


Tais autoridades aproveitam-se e realizam a tentação da nossa natureza humana – ser como Deus, estar no seu lugar. No entanto, a própria idéia que esta autoridade tem de Deus é equivocada, pois Deus é poderoso justamente porque não tem necessidade alguma de exercer seu “controle” sobre os outros. Autoritarismo é na verdade fraqueza.


Nos Evangelhos a figura de uma autoridade que governe sobre os outros é completamente anulada. Neles se anuncia uma sociedade igualitária, uma sociedade de irmãos, onde o culto a personalidade não tem vez, onde a autoridade seja tão-somente função social, onde a obediência torne-se disposição para servir e não submissão do homem ao homem.
Ivo Fernandes - Blog www.ivofernandes.blogspot.com

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Entre Razão e Fé Cega procure o equilíbrio!

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"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido."(São Paulo aos coríntios)
"Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. (Jesus aos judeus incrédulos)
Porque é difícil entender a linguagem de Deus? Ora, porque enquanto o homem natural (lógico, racional, sem ter-se rendido a Cristo) não despir-se de suas soberbas teológicas, elucubrações filosóficas e de qualquer natureza e não mergulhar naquilo que para ele é Loucura, jamais poderá entender o "Loucos dos Loucos". Sim, Ele é loucura para os gregos (pensadores e tidos como os sábios na época de Paulo), pois a fé é "racional lógica" somente no âmbito espiritualmente, não humanamente falando. Tentar discernir a fé com a razão no máximo se consegui ser teólogo, mas discípulo e conhecedor dos mistérios escondidos nas entrelinhas dos textos bíblicos, não.
De fato, a fé é um dom divino que erguiça nossa consciência para o entendimento espiritual. Mas só conseguiremos discernir tais verdades com a praticalidade existencial, provando por nós mesmos os benefícios emocionais, psicológicos, espirituais e matérias que as palavras de Cristo carregam em si mesmas. Tais passagens como “as curas de Jesus”, o “andar sobre as águas”, o “aparecimento ressurreto” e a “ascensão aos céus” são para que nós, que nos entregamos e cremos na Loucura, possamos confirmar que o tal é o Emanuel anunciado pelo profeta Isaías.
A fé e a razão podem andar de mãos dadas, mas nos pontos conflitantes a razão deve-se prostrar ante Aquele que É para todo o sempre. Nesse ponto, o homem espiritual entregar-se à fé, pois sabe e confia na soberania Daquele que inspirou seus servos para relatar tais fatos, paradoxalmente ao caminho que homem natural decidi fazer em virtude de sua falta de fé e confiança Nele.
Jesus não veio roubar o dom de pensar de nenhum ser humano. Ele veio para colocar em nosso ser a semente da eternidade que transcende a razão e, com isso, um entendimento que transcende os conhecimentos racionais e lógicos que apenas nos servem para a vivência neste mundo, não do porvir. Por isso é impossível ao homem natural crer em "absurdos" como a supracitada eternidade.
O ponto importante a ser alcançado é o EQUILÍBRIO, pois uma fé cega cria seres irracionais e manipuláveis pelos líderes religiosos corruptos; por outro lado, a razão à cima da fé em Cristo cria ateus religiosamente cegos.
Fonte: Ed Coelho - Voltando ao Gênesis

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