segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Filhos da Rebeldia e da Insurreição!

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América Latina adora governos controladores e ditatoriais. Nós gostamos mesmo é de ser dominados com mão forte e pisoteados por botas sujas de lama, de fazer testes de sobrevivência e de viver com salários paupérrimos. Por fora, desejamos a liberdade mas lá no fundo, nas profundezas do nosso coração, nós adoramos aos Chávez, Velascos, Fujimoris, Pinochets e Ortegas. Por isso que a versão do cristianismo que prioriza o controle prosperou em nossos países. O pentecostalismo, cheio de pastores estritos e exigências de submissão injustificáveis que o povo aceita de boa vontade, é um perfeito exemplo, quase ideal – apesar da “igualdade” que a democratização dos dons proporcionou. Seu crescimento continuará, porque sua proposta combina com o espírito latino, carente da figura paterna e abundante de deuses débeis e servis.

Todo esquema controlador é implantado por etapas, é suave no início, mas acaba por satanizar os seus críticos, enquanto venera as estruturas opressoras como se fossem um santuário incólume que deve se manter pelos séculos dos séculos! Os líderes tem características especiais, cada vez mais altas e mais próximas do “céu”. Os apóstolos de hoje são um claro exemplo: intocáveis, semi-onipotentes, movidos pelo desejo de controlar, razão pela qual desejam ter várias congregações. Um sinergismo perfeito onde todos – aparentemente – estão felizes. O problema é que estar feliz não significa estar bem.

Alguns de nós não enxergam essa estrutura como padrão do céu, antes, com certo temor, entendemos que a igreja assume um grande risco e pode pagar um alto preço por causa do modelo implantado. Cremos que uma relação vertical com o clero não faz bem aos leigos, desumaniza pessoas, não permite que os crentes se desenvolvam e os converte literalmente em rebanho. Contudo, entendemos que esta superação pode levar alguns anos mais. Não, muitos, mas alguns... A tecnologia e a facilidade de interligar pessoas pode acelerar essas transformações.

Enquanto as coisas vão mudando, outros apressam o processo, em aberta oposição ao status quo. É óbvio que a liderança reage, identificando seus oponentes como agentes de satanás. Eles tratam de proteger as estruturas eclesiásticas, proibindo toda crítica, acusando os dissidentes de viverem uma espiritualidade rasa, gente rebelde cujas palavras devem ser ignoradas. Nem quero pensar o que aconteceria se ainda estivessem vigentes os métodos de tortura da época da “santa” inquisição.

Rebeldia e insurreição são, no atual sistema eclesiástico, obscenidades anti-valores dignos de pessoas ímpias, ou de ateus que nada sabem acerca de Deus. Porém, o grande paradoxo é que, caso estas atitudes não tivessem existido na história da igreja, nós ainda estaríamos pagando por indulgências. Se não houvesse rebeldia e insurreição, Lutero jamais teria publicado suas 95 teses, Savonarola continuaria silencioso em seu mosteiro, passivo diante da degeneração dos Borgia, e Calvino nunca teria elaborado sua teologia. Sem rebeldia, nós – evangélicos – sequer existiríamos. Seríamos católicos, ou qualquer outra seita pseudo-cristã, que só em pensar dá calafrios. Se não houvesse revolta e enfrentamento contra o institucionalismo religioso, não existiria uma igreja evangélica. Somos, portanto, filhos da insurreição, e gostemos ou não, isso é o que nos faz diferentes dos outros grupos cristãos. Essa atitude de repaginar o cristianismo deve marcar o nosso caminhar. Logo, rebeldia não pode mais ser considerada uma palavra má.

Abel Garcia é professor no Centro Evangelico de Misiologia Andino-Amazonico e editor do blog Teonomia. Traduzido por Leonardo Gonçalves, para o Púlpito Cristão
Fonte: http://www.pulpitocristao.com

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

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Mt 23.8-11.
“Vós, porém, não quereis ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo.”


As massas possuem uma poderosa necessidade de uma autoridade que possam admirar, prestar culto, obedecer, seguir. E quanto mais for empobrecida a individualidade de cada pessoa, mas buscarão o apoio nestas autoridades.


Tais autoridades aproveitam-se e realizam a tentação da nossa natureza humana – ser como Deus, estar no seu lugar. No entanto, a própria idéia que esta autoridade tem de Deus é equivocada, pois Deus é poderoso justamente porque não tem necessidade alguma de exercer seu “controle” sobre os outros. Autoritarismo é na verdade fraqueza.


Nos Evangelhos a figura de uma autoridade que governe sobre os outros é completamente anulada. Neles se anuncia uma sociedade igualitária, uma sociedade de irmãos, onde o culto a personalidade não tem vez, onde a autoridade seja tão-somente função social, onde a obediência torne-se disposição para servir e não submissão do homem ao homem.
Ivo Fernandes - Blog www.ivofernandes.blogspot.com

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Entre Razão e Fé Cega procure o equilíbrio!

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"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido."(São Paulo aos coríntios)
"Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. (Jesus aos judeus incrédulos)
Porque é difícil entender a linguagem de Deus? Ora, porque enquanto o homem natural (lógico, racional, sem ter-se rendido a Cristo) não despir-se de suas soberbas teológicas, elucubrações filosóficas e de qualquer natureza e não mergulhar naquilo que para ele é Loucura, jamais poderá entender o "Loucos dos Loucos". Sim, Ele é loucura para os gregos (pensadores e tidos como os sábios na época de Paulo), pois a fé é "racional lógica" somente no âmbito espiritualmente, não humanamente falando. Tentar discernir a fé com a razão no máximo se consegui ser teólogo, mas discípulo e conhecedor dos mistérios escondidos nas entrelinhas dos textos bíblicos, não.
De fato, a fé é um dom divino que erguiça nossa consciência para o entendimento espiritual. Mas só conseguiremos discernir tais verdades com a praticalidade existencial, provando por nós mesmos os benefícios emocionais, psicológicos, espirituais e matérias que as palavras de Cristo carregam em si mesmas. Tais passagens como “as curas de Jesus”, o “andar sobre as águas”, o “aparecimento ressurreto” e a “ascensão aos céus” são para que nós, que nos entregamos e cremos na Loucura, possamos confirmar que o tal é o Emanuel anunciado pelo profeta Isaías.
A fé e a razão podem andar de mãos dadas, mas nos pontos conflitantes a razão deve-se prostrar ante Aquele que É para todo o sempre. Nesse ponto, o homem espiritual entregar-se à fé, pois sabe e confia na soberania Daquele que inspirou seus servos para relatar tais fatos, paradoxalmente ao caminho que homem natural decidi fazer em virtude de sua falta de fé e confiança Nele.
Jesus não veio roubar o dom de pensar de nenhum ser humano. Ele veio para colocar em nosso ser a semente da eternidade que transcende a razão e, com isso, um entendimento que transcende os conhecimentos racionais e lógicos que apenas nos servem para a vivência neste mundo, não do porvir. Por isso é impossível ao homem natural crer em "absurdos" como a supracitada eternidade.
O ponto importante a ser alcançado é o EQUILÍBRIO, pois uma fé cega cria seres irracionais e manipuláveis pelos líderes religiosos corruptos; por outro lado, a razão à cima da fé em Cristo cria ateus religiosamente cegos.
Fonte: Ed Coelho - Voltando ao Gênesis

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

E quem nunca ouviu o evangelho?

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Sei que é um assunto complexo, porque conforme é abordado, pode ser confundido com universalismo ou teologia liberal. Sempre ouvi as seguintes dúvidas:

- Qual o destino eterno das pessoas, que nunca ouviram o evangelho? Estão sem salvação? Como fica a salvação dos pagãos fora da religião?

Se de um lado, a Bíblia diz que, a salvação é uma obra da graça divina, da nossa resposta de fé à revelação de Deus em Cristo, de outro lado, a própria Bíblia afirma, contundentemente, que nenhum mortal pode pretender saber ou fazer afirmações sobre quem foi salvo ou perdido, espiritualmente, além dos portões da morte.

Caio Fábio ao falar sobre o tema, disse: "Na minha mente, não há dúvida quanto ao fato de que, o evangelho tem que ser pregado a todas as criaturas, e da minha parte, estou comprometido com isso. Mas a dúvida que vejo, em muitos que perguntam, é sobre se Deus poderia ser Deus, para fora dessa ação missionária da igreja e salvar quem ele bem entendesse; simplesmente por causa de sua liberdade para ser Deus. Ou seja, a igreja é agente de Deus neste mundo, para pregar a salvação, mas não é a detentora da administração da graça divina, por meio algum. Só há salvação em Cristo, e a Cruz de Jesus é o centro espiritual do universo. Todavia, a administração da graça divina, que aplica a salvação, é prerrogativa de Deus. A Igreja tem a missão de pregar a todos os homens e deve fazer isso, porque Cristo ordenou. Mas, a Igreja não limita o amor salvador de Deus, ou seja, Deus também age - às vezes, ou até sobretudo - fora das instituições religiosas." Confissões do Pastor, 1996, Editora Record. págs 226-229.

O nosso Planeta, tem hoje, cerca de seis e meio bilhões de pessoas. O Cristianismo com todas as suas ramificações, que vão do catolicismo romano, ao protestantismo, não representa, metade da população mundial. Pergunta-se: E os outros três ou quatro bilhões de pessoas? Se a igreja não conseguir atingir eles, como fica sua situação? Vão para o inferno? Têm cristãos que acham a maior facilidade em julgar e condenar os outros ao inferno.

No entanto, conforme está escrito em Romanos 2:12-16, que cada um será julgado pela luz que de fato teve, descontadas todas as intromissões dos traumas, condicionamentos religiosos, tempos, culturas, épocas, circunstancias, oportunidades, etc... Ou seja: cada um será julgado pelo que soube de fato que era verdade, e, no coração, assim mesmo, rejeitou; pois, se tiver acolhido a verdade, livre está de juízo.

Quando Jesus disse aos homens, para não tentarem separar no campo do mundo o joio do trigo, estava dizendo que homem algum conhece o coração de outro homem, mesmo quando lhe conhece os caminhos, os atos, as formas, os modos, os comportamentos e os pensamentos confessados. Ou seja: Jesus ensinava que a melhor certeza do homem é que o joio existe, mas o resto é dúvida; pois, não lhe foi dado o poder de entrar nas naturezas das coisas.

Por isto Paulo diz: “Porque quando os pagãos que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei; pois, mostram a norma da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os — no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho.” Romanos 2:14-16.
Fonte: Cristianismo Radical
http://juberdonizete.blogspot.com/

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