quinta-feira, 10 de junho de 2010

Pão e Circo evangélicos

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Tenho acompanhado através de sites e blogs cristãos na internet a crescente preocupação com o volume absurdo de invencionices, modismos e heresias que afloram nas igrejas ditas evangélicas. Seria hilário – se não fosse trágico – a capacidade de criação de tamanhos absurdos.

E o pior: existe uma legião de crentes idólatras que defendem com unhas e dentes os criadores de tamanhas bizarrices, muitos por ignorância, outros por vontade.

A cada dia, percebe-se que a igreja evangélica institucional se afasta do Evangelho e é levada “em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” (Efésios 4.14). O rebanho, magro e desnutrido biblicamente, é facilmente ludibriado por tais líderes.

Pão e Circo

Assim como na Roma antiga – no que diz respeito ao social – alguns líderes evangélicos praticam com o povo a política “panem et circenses” (política do pão e circo) – no aspecto espiritual. Nos dias da Roma antiga, devido a fatores socioeconômicos, houve um considerável êxodo dos moradores das regiões rurais em direção a Roma. Sem emprego e sem ter o que comer, a multidão se tornava um perigo crescente para ordem social, levando o império a tomar uma decisão que entorpeceria o povo, fazendo-os esquecer da realidade.

Tudo muito simples: de modo constante ocorriam lutas envolvendo gladiadores nos estádios, sendo o Coliseu o mais conhecido de todos. Durante as lutas o povo era “gentilmente” alimentado. Enquanto se divertiam com o show de horrores e se alimentavam, a multidão ficava “domada”, tranqüilizando os dominadores sociais.

E hoje em dia, o que temos visto em locais que, hipoteticamente, deveriam se concentrar na exposição das Escrituras? A pregação bíblica, doutrinariamente correta, que acordaria o povo brasileiro foi substituída por pão e circo. Rápidos em domesticar seus discípulos, alguns lideres evangélicos criam uma parafernália tão grande de remendos que assusta e nos faz perguntar: qual o limite disso tudo? Onde isso vai parar?

Os mais nervosos da ala que advoga por seus líderes costumam dizer: “Peraí, eles estão pregando o Evangelho e ganhando almas, e vocês, críticos?”. Argumento tão superficial e raso como uma poça d’água. E se estão de fato pregando o Evangelho, sempre fica a pergunta: Que Evangelho é esse? Que Jesus é esse? Ganhando almas e suprimindo cérebros?

A igreja evangélica tem inflado – e não crescido – com um contingente que não ousa pensar, não ousa raciocinar, não ousa sequer consultar nas Escrituras a veracidade do que seus dominadores (vide bispos, apóstolos, levitas, profetas) anunciam. Voltemos ao exemplo da igreja primitiva de Beréia (Atos 17.11), pelo amor que devemos ter ao Reino de Deus!
Fonte:Púlpito Cristão
João Rodrigo Weronka é apologista, pesquidor no campo de apologética cristã e religiões comparadas desde 2002. Edita o site NAPEC e colabora com artigos no Púlpito Cristão

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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Quatro maldições na igreja de hoje!

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"Agora, ó sacerdotes, este mandamento é para vós. Se não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz o Senhor dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque não aplicais a isso o vosso coração" (Malaquias 2. 1, 2).

Na igreja da atualidade parece existir somente maldição financeira. É como se toda a atenção do inferno fosse canalizada para o nosso bolso. Outras áreas são simplesmente preteridas. Na teologia monetária dos agentes bancários de deus, maldição é sinônimo de pobreza. O livro de Malaquias, por exemplo, só é lembrado em questões de dízimos e ofertas, e sempre para enfatizar o "fato" de que se você doar até o último centavo de sua violentada carteira, deus (é minúsculo mesmo!) vai encher sua casa de grana!

Esses investidores da bolsa de valores da fé esquecem do texto acima! Principalmente da promessa que poucos percebem: "... amaldiçoarei as vossas bênçãos". Pense por um momento: se Deus amaldiçoar as bênçãos, então tudo é maldito! Isso é muito sério! A bênção de um falso profeta é uma maldição completa! Deus não tem compromisso com todo esse charlatanismo religioso dos vendedores de promessas.

Resolvi pensar um pouco mais sobre quatro maldições que assolam a igreja da atualidade, e que Deus nos guarde desse mal (João 17. 15):

A maldição da politicagem: isso é visto como bênção, naquelas frases do tipo: "temos que ter um irmão para nos representar"; "fulano é um grande homem que Deus levantou na política", e por aí vai... Uma pergunta: você comeria uma maçã que estivesse dentro de um saco de lixo, mesmo sabendo que ela é limpa? O cristão, na política, é uma maçã no meio do lixão. É uma pérola no meio dos porcos. Acredito que um ou outro homem ou mulher de Deus possa ser levantado como uma espécie de estadista, gente séria que ame a Deus e trabalhe pelo reino, contudo, são "agulhas no palheiro", e não servem como desculpa para que qualquer um, de quatro em quatro anos, venha encher nossos púlpitos de hipocrisia, mentiras e ilusões.

A maldição do imediatismo: gente que confunde Deus com uma máquina qualquer respondendo a comandos e senhas divinas. Gente que não consegue mais andar no abençoado caminho da paciência, principalmente porque não passa por lutas e tribulações, que segundo a Bíblia, produzem-na (Rm. 5. 3). O imediatismo é o grande vício da igreja de hoje. Essa espiritualidade drogada não suporta um dia normal, um culto sem carnavalizações folclóricas e pirotécnicas, muito menos a bendita espera. São filhos mimados de uma divindade exibicionista. Quando aprendemos a esperar no Senhor, trabalhamos a glória da dependência e abrimos mão de sermos controlados pela sociedade da pressa.

A maldição do analfabetismo bíblico: pastores e pregadores que adulteram textos bíblicos ao sabor de suas neuroses. Gente que faz aplicações levianas dos textos bíblicos. O efeito colateral dessa doença hermenêutica é o surgimento de tanta teologia destruidora: teologia da confissão positiva, da prosperidade, do profetismo visionário das "mães dinás de deus", dos milagreiros da religiosidade de mídia e massa. Essas Meduzas teológicas são heranças malditas do nanismo bíblico. Para curar essa anomalia só há um jeito: dedicação à Palavra, sem reservas! E isso, sim, é possível!

A maldição da hereditariedade obrigatória dos cargos: que existem filhos de pastores com chamado divino não posso negar, contudo o que vejo é um percentual alarmante de aproveitadores e malandros, que usam o ministério como saída para sua falta de talento na vida. Gente que, se não fosse o pai ser alguém, não seria absolutamente nada! Gente que faz do púlpito sua empresa, da igreja seu curral, e da fé sua "galinha dos ovos de ouro". Esse nepotismo eclesiástico atropela a verdade do evangelho. Quantos homens de Deus são deixados de lado porque o "filho do dono" herdou o trono!

Que Deus nos ajude a permanecer igreja, lutando contra essas demonizações travestidas de bênçãos que invadem o arraial dos santos. Deus dará um basta em tudo isso! A Obra é Dele! Ele amaldiçoará as bênçãos dos falsos cristos que se amontoam como praga infestando a "lavoura de Deus" (I Co. 3. 9).
Fonte:Genizah virtual
Alan Brizotti toca subversão no Genizah

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sábado, 5 de junho de 2010

Por onde o diabo entra!

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Recentemente meu computador pegou um vírus; Mas felizmente ele foi logo detectado e eliminado pelo antivírus que mantenho sempre atualizado. Na verdade não era bem um vírus, mas sim um programa chamado “Trojan” (cavalo de tróia), o qual abre portas no computador para invasão remota.

Pensando nisso, Deus me fez lembrar que desde os tempos antigos ele determinou que seu povo não desse ouvido aos ensinos e pregações dos falsos profetas. Entretanto, é exatamente nessa área que muitos tropeçam e acabam se desviando para esquerda e ou para direita nos caminhos retos do Senhor nosso Deus.

Nota-se que os falsos profetas geralmente são sempre os primeiros a acreditarem convictamente nas próprias mentiras que pregam e isso dificulta muito o discernimento do povo de Deus, porque aparentemente são pessoas sinceras, cheias de boas intenções e que de modo algum estão intencionalmente no meio do povo de Deus para lhe causar dano.

Entretanto o diabo usa essas pessoas tal como um cavalo de tróia, pois inclusive aos próprios olhos, essas pessoas aparentemente são espirituais, irrepreensíveis e de moral ilibada, mas sutilmente foram desviadas por ensinos e doutrinas estranhas, as quais vão contra o evangelho (anti-bíblico) e ainda outras que vão além do evangelho (extra-bíblico).

Desde o Primeiro Testamento até os dias de hoje, o povo de Deus também tem padecido porque tem emprestado seus ouvidos a muitos “pregadores” e “profetas”, os quais ensinam coisas absurdas, mas fazem verdadeiros malabarismos hermenêuticos e teológicos, pra que no fim seus ensinos ganhem aparência de algo verdadeiramente bíblico.

A História tem registrado muita decepção e até tragédias por conta dos falsos mestres, sendo que recentemente tenho visto com muitas ressalvas alguns ensinos tais como: Ativação de anjos, Iniqüidade no DNA, Mapeamento espiritual tridimensional e outras “novidades” que nada mais são do que formas evoluídas de antigos ensinos estapafúrdios.

Não citarei nomes aqui, pois não é meu objetivo provocar hostilidades no meio Cristão, entretanto chegou ao meu conhecimento que ultimamente até estão ensinando aos cristãos a oferecerem alimentos para anjos; Perplexo diante da notícia, eu questionei diretamente o pastor que estava ensinando tal absurdo (não encontro adjetivo mais apropriado); E foi com tristeza que percebi que tais ensinos estavam baseados no fato que no Antigo Testamento alguns personagens bíblicos ofereceram alimentos aos anjos que lhes apareceram trazendo um recado de Deus, fenômeno conhecido como Teofania.

Queridos(as) é lamentável, mas precisamos vacinar nossa mente com a Palavra de Deus e mais do que isso precisamos saber que somente Jesus Cristo é a nossa chave hermenêutica, ou seja, toda a Palavra de Deus obrigatoriamente deve ser lida e filtrada a partir de Jesus. Lembremos que somente Ele é o nosso modelo de fé e prática, pois do contrário estaremos inventando moda para o diabo instalar seus “trojans”, afinal é pela porta dos fundos que o diabo entra.

Fonte:Ponto Crítico
::Por Mariel M. Marra – Bacharel em Teologia. Atualmente presta apoio ao Ministério Justiça de Deus (JUSDEI) da Igreja Batista da Lagoinha. marielmarra@gmail.com – Colaborador do portal Lagoinha.com

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pastores que não lêem a Bíblia

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Cerca de 50,68% dos pastores e líderes nunca leram a Bíblia Sagrada por inteira pelo menos uma vez. O resultado é fruto de uma pesquisa feita pelo atual editor e jornalista da Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana Oswaldo Paião, com 1255 entrevistados de diversas denominações, sendo que 835 participaram de um painel de aprofundamento. O motivo é a falta de tempo, apontaram os entrevistados.
Oswaldo conta que a pesquisa se deu através de uma amostragem confiável e que foi delimitada. Segundo ele a falta de tempo e ênfase na pregação expositiva são os principais impedimentos. “A falta de uma disciplina pessoal para determinar uma leitura sistemática, reflexiva e contínua das escrituras sagradas e pressão por parte do povo, que hoje em dia cobra por respostas rápidas, positivas e soluções instantâneas para problemas urgentes, sobretudo os ligados a finanças, saúde e vida sentimental”, enumera Oswaldo.

A maioria dos pastores corre o dia todo para resolver os problemas práticos e urgentes dos membros de suas igrejas e os pessoais. Outros precisam complementar a renda familiar e acaba tendo outra atividade, fora a agenda lotada de compromisso. Os pastores da atualidade, em geral, segundo Paião,são mais temáticos, superficiais, carregam na retórica, usam (conscientemente ou não) elementos da neurolinguística, motivação coletiva, força do pensamento positivo e outras muletas didáticas e psicológicas.

Oswaldo arrisca dizer que muitos "pastores precisam rever seus conceitos teológicos e eclesiológicos, sem falar de ética e moral, simplesmente ao ler com atenção e reflexão os livros de Romanos, Hebreus e Gálatas. E antes de ficarem tocando Shofar e criando misticismo, deveriam ler a Torá com toda a atenção, reverência e senso crítico".
Creio que esta pesquisa condiz com o que vemos atualmente nas igrejas. O resultado está aí, para quem quiser ver: As pregações vazias de conteúdo, mas cheias de frases de efeito, fora a teatralidade corporal e oral usada por muitos preletores. Muitos preferem fazer um curso de neurolinguística a gastar seu tempo em um devocional pessoal em oração e estudo das Escrituras.
O povo nas igrejas estão com fome da Palavra e como não tem, comem o alimento (pregação) quem vem pela frente. Como eles também não estudam a Palavra, como os bereanos no livro de Atos fazia, aceitam o que o pastor/totem diz, sem questionar se o que ele falou está de acordo com o ensino do Evangelho ou não. É claro que há excessões. Mas a verdade é que a gente escuta cada absurdo que só pode ser fruto de alguém que não lê a Palavra. Fica aí, o alerta que essa pesquisa trouxe. "Errais por não conhecer as Escrituras nem o poder de Deus" (Jesus). Juber Donizete Gonçalves
Fonte:Blog Cristianismo Radical - Juber Donizete Gonçalves

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